Integra Paraquedismo

Terça-feira, 12 de Maio de 2026
Aryela: Do Primeiro Salto Duplo ao Domínio do Free Fly

Brasil e Mundo

Aryela: Do Primeiro Salto Duplo ao Domínio do Free Fly

Desde 2015, Aryela transforma o paraquedismo em um estilo de vida, explorando modalidades, áreas de salto e aprendizados que vão além dos céus.

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NOME:
Aryela
APELIDO: Ary
SALTA DESDE: março/2015
QUANTIDADE DE SALTOS: 772
ÁREA PREFERIDA: empate entre Boituva e Piracicaba (no Brasil), fora, com certeza, até agora Skydive Andes.

Integra: Seu primeiro salto foi duplo? Conte sobre.

Aryela: Sim, fiz alguns. Se me lembro bem, foi em 2011. Minha mãe (hoje também paraquedista) sempre ia, e eu quis surpreender alguém especial no seu aniversário. Levei a família, amigos, e ali senti o vento me contar alguns segredos. Fiz mais 4 ou 5 saltos duplos até que insistiram para que eu fizesse o curso. Sou eternamente grata a essa "gentil pressão", que me apresentou a um esporte incrível.

Integra: Como você soube que queria ser paraquedista?

Aryela: Quando as dívidas começaram a ter nome: vagas, equipamentos, boogies, muitas cervejas de sinos, velames… Brincadeiras à parte, foi quando percebi que o paraquedismo não era só um esporte para mim; era meu jeito de voar em diversos aspectos da vida, uma espécie de atividade que equilibra meus pensamentos e me provoca a ativar diversos sentidos, sentimentos, ações e reações. Ele me coloca em movimento 360º: corpo, mente e espírito.

Integra: Onde foi seu curso de primeiro salto? Como você foi parar lá?

Aryela: Me formei em Boituva, na escola Sky Company, um lugar que já era meu refúgio por causa dos saltos duplos e da influência da minha mãe. Atualmente sou filiada à Skydive Thru, apenas por informação.

Integra: Quem foram seus instrutores?

Aryela: Alex Carpena assinou meu salto de formatura; sua sabedoria e amizade são um presente para mim até os dias de hoje. Surian Mota, que me acompanhou em um dos meus saltos no AFF, deixou histórias engraçadas e lições que jamais esquecerei. E a maravilhosa Isabella Castro, mulher poderosa vestida em sua pequena armadura, foi minha inspiração e segurança. Vocês moram no meu coração e nos céus em que voo. Obrigada pelos ensinamentos!

Integra: Como foi o seu curso?

Aryela: Completei em 11 dias, com uma pausa por conta do clima ruim e alguns ajustes na box position, tendo a necessidade de fazer alguns minutos de túnel. Entre dias de chuva e dias de glória, me formei em março de 2015. Estava mais empolgada do que ansiosa, com um sorriso que mal cabia em mim. De forma geral, com a capacidade de compreensão para um curso AFF que tenho hoje, eu diria que foi bem tranquilo e seguro.

Integra: Qual foi sua maior dificuldade no início?

Aryela: O aprendizado foi mais doce que qualquer dificuldade. Se preciso citar uma dificuldade para que, inclusive, fique de “lição” para quem quer começar: a navegação é muito importante para um pouso seguro. Faça um curso de pilotagem de velames assim que possível. Acredito que tive algumas dificuldades de navegação e pouso porque não sabia de todos os recursos que nosso equipamento nos oferece, e cada um tem suas particularidades. Conheça o equipamento que estiver saltando para aproveitar com mais eficácia as suas ferramentas.

Integra: E como foi sua progressão até ser atleta?

Aryela: Me considero uma atleta em constante evolução. Nos primeiros dois anos, acelerei com intensidade, saltando com muita frequência, mas depois a vida pediu equilíbrio. Aprendi que o ritmo não precisa ser linear: ele segue o coração. E onde eu podia ou queria muito estar, eu estava. Sigo assim até hoje.

Integra: Hoje, onde você salta mais? E qual modalidade você mais gosta de voar?

Aryela: O Free Fly é “minha praia”, mas quando conheci o freestyle, de alguma forma entendi que poderia existir um futuro ali, uma modalidade que gostaria de explorar em 2025. No entanto, em queda livre, qualquer desafio é bem-vindo: belly, vertical… Hoje em dia, salto mais em Piracicaba, mas adoro explorar novas áreas de salto. Cada lugar tem seu encanto, sua poesia e seu ensinamento.

Integra: Deixe uma dica para um iniciante no esporte!

Aryela: Seja sempre um iniciante. A mágica está em nunca perder a capacidade de aprender, de se encantar com o céu e de se surpreender consigo mesmo. Arrisque com sabedoria e saiba o porquê de estar ali. Nunca perca de vista seus motivos, independente de qualquer adversidade. Skydive é, para além de um esporte, uma comunidade. Esqueça o ego e vá viver!

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