Integra Paraquedismo

Sexta-feira, 26 de Junho de 2026
Rodrigo Montenegro: De Boituva aos Horizontes de Noronha

Brasil e Mundo

Rodrigo Montenegro: De Boituva aos Horizontes de Noronha

De um convite inesperado ao curso AFF, Rodrigo compartilha sua paixão por ensinar e as histórias que moldaram sua trajetória com 7.000 saltos pelo mundo.

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Nome: Rodrigo Montenegro
Apelido: Fanfarras
Salta desde: 2001
Quantidade de saltos: 7.000, sendo metade de duplos.

Integra: Seu primeiro salto foi duplo? Conte sobre (por que, como, onde, quando):


Rodrigo Montenegro: Meu primeiro salto foi no curso AFF. Fui convidado por um amigo de trabalho, que era aluno, para fazer um duplo no aniversário dele. Não pude ir, e ele passou a me chamar de Dr. Amarelão (Rene, eternamente grato!).

Integra: Como você soube que queria ser paraquedista?


Rodrigo Montenegro: Na primeira oportunidade, fui com ele e me inscrevi no curso (Outlaw Paraquedismo). Desde os 8 anos de idade, sabia que queria ser paraquedista. Isso aconteceu quando assisti a um filme sobre o Dia D, na Segunda Guerra Mundial. Graças aos paraquedistas, vivemos em um mundo livre.

Integra: Quem foram seus instrutores?

Rodrigo Montenegro: Na Outlaw Paraquedismo, fui recebido pelo mestre Pedro Henrique Hilu, que ministrou o curso teórico e fez meus níveis I e II junto com Alex Aldelman (saudades, sangue bom, RIP). Daí até a minha formação, os instrutores Sangue e Christian Rodrigues (Ramela) me acompanharam. Inclusive, no nível 7, quase enfartei o Ramela ao comandar a 3.000 pés e reprovar no salto (kkk). Já tinha comprado muitas cervejas, que ficaram para o outro final de semana, pois a área fechou para a alegria deste aluno futuro paraquedista (kkk).

Integra: Qual você acha que foi a sua maior dificuldade no início?


Rodrigo Montenegro: A maior dificuldade no curso foi a presença, ou seja, manter-se presente no salto e lidar com as emoções, que são muitas. Deixei de ouvir a voz que dizia "vai dar merda" apenas depois de 50 saltos (kkk).

Integra: E como foi a sua progressão até ser atleta? Treinou com alguém?


Rodrigo Montenegro: Depois de formado, a galera da escola promovia campeonatos e eventos. Logo soube que queria ser atleta e instrutor. Passei a viver na drop zone CNP, em Boituva.
Minha primeira dupla de freefly foi Lucas Marques, seguido por Pedrinho Vianna. Nosso câmera era o Manja.

Participei de muitos campeonatos, mas nunca me destaquei como atleta, pois tenho muito mais prazer em ensinar.
Muitas pessoas contribuíram para que eu me tornasse o paraquedista que sou hoje: mestre Hilu, Sangue, Mico, Ramela, Robots (Rogério Roboton), Paulo Perini, Didi, Chacon, Bia, Lelo Mars e vários tubarões que considero amigos.

Integra: Hoje, onde você salta mais? E qual modalidade você mais gosta de voar?


Rodrigo Montenegro: Hoje sou instrutor multirating CBPQ e USPA, na Queda Livre Paraquedismo. O melhor lugar do mundo para saltar, na minha opinião, é Noronha.

Integra: Deixe uma dica para um iniciante no esporte!


Rodrigo Montenegro: Se você quer ser paraquedista, insista! Não desista, pois o céu não é o limite. Blue skies!

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