Nome: Vivian Valentini Bragante
Apelido: Vivi
Área que trabalha: SkyRadical / AeroPlay
Quantidade de saltos: 5.700
Velame atual: Sabre 3 135ft
Modalidade favorita: freefly
Integra: Trabalha no paraquedismo desde quando?
Vivi: Desde 2011, me tornei coach USPA em Lodi com 130 saltos. Depois comecei a trabalhar no WindUp, virei coach TBBF e IASL em 2012, IAFF em 2013 e Tandem Pilot em 2014.
Integra: Como foi o seu início profissional? Foi difícil?
Vivi: Acho que para todos é difícil a transição de atleta para profissional. Muita gente contra, muitas críticas. Certamente há machismo nesse meio, o fato de ser mulher é mais uma dificuldade.
Integra: Quais os principais desafios para se profissionalizar no esporte?
Vivi: Existem vários. Os custos para obter nível técnico, os riscos de acidente, a falta de segurança trabalhista em caso de acidente, o valor do profit cada vez mais desvalorizado no Brasil... E para quem fica no país, as áreas brasileiras trazem uma questão extra: a dificuldade comercial de lidar com muitos concorrentes e tantos tipos de pessoas no mesmo ambiente.
Integra: Quais as suas licenças profissionais?
Vivi: Coach / TBBF
IASL, IAFF e Tandem
Examinadora coach e IAFF (ABRA)
Instrutora de Túnel N1 (Abbf)
Integra: Em qual escola você trabalha? Faz tempo?
Vivi: Trabalho na SkyRadical desde 2013, quando virei IAFF.
Integra: Fale sobre as particularidades da sua área de pouso.
Vivi: Boituva é muito conhecida. A área é extensa, em formato de L. Temos obstáculos próximos como construções e a Rodovia Castelo Branco, que merecem mais atenção. Ficamos a 2.000ft de altitude a nível do mar. Algumas áreas devem ser evitadas em dia de vento, pela "sombra" que as construções próximas produzem. Por fim, procure sempre um instrutor se você é novo por lá.
Integra: Fale sobre as particularidades da operação de lançamento da sua área.
Vivi: Certamente é uma operação complexa, com muitas aeronaves em um espaço pequeno. A cadência entre lançamentos produz um cenário único no esporte, requerendo gestões diferentes. A reta de lançamento adaptada também é uma particularidade a ser considerada, especialmente quando há diferentes tipos de salto na mesma aeronave.
Integra: Como você vê seu futuro na profissão?
Vivi: Paraquedismo é um esporte, embora os instrutores não sejam exemplos de vida saudável rsrs ainda é um esporte de impacto, e com a idade e o tempo de atividade, sentimos mais os efeitos. Também acho que é natural ficarmos mais conservadores com as situações que observamos, e mais "medrosos". Eu gostaria que meu futuro fosse mais saltos de treino e menos saltos de instrução.
Integra: Conte uma história engraçada que você viveu/ouviu no paraquedismo.
Vivi: Estávamos repassando sinais com o aluno. Fizemos o sinal com dois dedos, e ele respondeu corretamente que deveria esticar as pernas. Fizemos o sinal de comando com um dedo, ele respondeu que deveria esticar uma perna só! :/
Integra: Deixe uma dica para quem quer começar a saltar!
Vivi: Saltar é uma das coisas mais incríveis que já fiz. A minha dica é: estude repetidamente a teoria. Tenha toda a informação rapidamente acessível na sua cabeça. Isso aumenta demais a segurança da sua prática esportiva!
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