Integra Paraquedismo

Domingo, 22 de Marco de 2026
Vivi Valentini: Superação e Excelência nos Ares

Brasil e Mundo

Vivi Valentini: Superação e Excelência nos Ares

Da transição de atleta a profissional, a história inspiradora de uma mulher no paraquedismo

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Nome: Vivian Valentini Bragante

Apelido: Vivi

Área que trabalha: SkyRadical / AeroPlay

Quantidade de saltos: 5.700

Velame atual: Sabre 3 135ft

Modalidade favorita: freefly

 

Integra: Trabalha no paraquedismo desde quando?

Vivi: Desde 2011, me tornei coach USPA em Lodi com 130 saltos. Depois comecei a trabalhar no WindUp, virei coach TBBF e IASL em 2012, IAFF em 2013 e Tandem Pilot em 2014.

Integra: Como foi o seu início profissional? Foi difícil?

Vivi: Acho que para todos é difícil a transição de atleta para profissional. Muita gente contra, muitas críticas. Certamente há machismo nesse meio, o fato de ser mulher é mais uma dificuldade.

Integra: Quais os principais desafios para se profissionalizar no esporte?

Vivi: Existem vários. Os custos para obter nível técnico, os riscos de acidente, a falta de segurança trabalhista em caso de acidente, o valor do profit cada vez mais desvalorizado no Brasil... E para quem fica no país, as áreas brasileiras trazem uma questão extra: a dificuldade comercial de lidar com muitos concorrentes e tantos tipos de pessoas no mesmo ambiente.

Integra: Quais as suas licenças profissionais?

Vivi: Coach / TBBF

IASL, IAFF e Tandem

Examinadora coach e IAFF (ABRA)

Instrutora de Túnel N1 (Abbf)

Integra: Em qual escola você trabalha? Faz tempo?

Vivi: Trabalho na SkyRadical desde 2013, quando virei IAFF.

Integra: Fale sobre as particularidades da sua área de pouso.

Vivi: Boituva é muito conhecida. A área é extensa, em formato de L. Temos obstáculos próximos como construções e a Rodovia Castelo Branco, que merecem mais atenção. Ficamos a 2.000ft de altitude a nível do mar. Algumas áreas devem ser evitadas em dia de vento, pela "sombra" que as construções próximas produzem. Por fim, procure sempre um instrutor se você é novo por lá.

Integra: Fale sobre as particularidades da operação de lançamento da sua área.

Vivi: Certamente é uma operação complexa, com muitas aeronaves em um espaço pequeno. A cadência entre lançamentos produz um cenário único no esporte, requerendo gestões diferentes. A reta de lançamento adaptada também é uma particularidade a ser considerada, especialmente quando há diferentes tipos de salto na mesma aeronave.

Integra: Como você vê seu futuro na profissão?

Vivi: Paraquedismo é um esporte, embora os instrutores não sejam exemplos de vida saudável rsrs ainda é um esporte de impacto, e com a idade e o tempo de atividade, sentimos mais os efeitos. Também acho que é natural ficarmos mais conservadores com as situações que observamos, e mais "medrosos". Eu gostaria que meu futuro fosse mais saltos de treino e menos saltos de instrução.

Integra: Conte uma história engraçada que você viveu/ouviu no paraquedismo.

Vivi: Estávamos repassando sinais com o aluno. Fizemos o sinal com dois dedos, e ele respondeu corretamente que deveria esticar as pernas. Fizemos o sinal de comando com um dedo, ele respondeu que deveria esticar uma perna só! :/

Integra: Deixe uma dica para quem quer começar a saltar!

Vivi: Saltar é uma das coisas mais incríveis que já fiz. A minha dica é: estude repetidamente a teoria. Tenha toda a informação rapidamente acessível na sua cabeça. Isso aumenta demais a segurança da sua prática esportiva!

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