CAMPEÃ POR CINCO ANOS CONSECUTIVOS CONHEÇA A HISTÓRIA DA ZIARA
Conheça Ziara, com 56 anos, a recordista de big way: 400 way (única brasileira, os três últimos Jump for the cause, o último com 181 mulheres, o último recorde brasileiro de maior formação (103, em Perris, na Califórnia), todos os recordes brasileiros femininos, menos o último, de 4 way: campeã brasileira por 5 anos seguidos, campeã Sul Americana, maior pontuação brasileira de 4 way em queda livre, campeã brasileira 8 way.
A história de uma mulher que contribuiu muito para o skydive nacional. Somando cerca de 5 mil saltos, Ziara conheceu o paraquedismo através de uma revista. Ziara teve grande parte na disseminação de informações técnicas através de treinamentos em queda livre e túnel, juntamente com os outros membros do Optimum, como o Pedro San, André Ferraz, Fábio Diniz, Daiton Ribeiro e Renato “Gordinho”, trazendo as mais novas técnicas para todos os paraquedistas. “Independentemente da experiência, durante os treinamentos “mostramos” que uma mulher pode ser competitiva no esporte, como outras pioneiras da minha época, a Jú Sé e a Márcia Farkouh”, relatou.
Como dica para os iniciantes, Ziara indica investir em treinamento. Treinar, saltar, voar no exterior, e em outras áreas participando de eventos é sair da sua “zona de conforto”, mas sobretudo, acreditar em si mesmo! “Nunca “planejei” chegar onde cheguei, mas sempre tive muita disciplina e vontade para treinar e lutar por todas as minhas conquistas”, disse a recordista.
“Se deseja melhorar seu voo ou competir, invista em treinamento, participe de eventos (os da mulherada tem uma super vibe, sororidade e o aprendizado é incrível) e sempre, seja com um salto ou 10.000, preze por sua segurança e pela segurança dos demais”, orienta. Com certeza, investir em treinamento e estar aberto para ouvir os “velhinhos” ativos no esporte fazem toda a diferença. Nada como um bom papo com quem tem bastante experiência e já passou por muitas coisas no esporte.
“Quando iniciei o esporte contava com uma quantidade menor de atletas mulheres, então as mulheres acabavam sendo exceções. Os treinamentos para alcançar alta performance exigem bastante dos atletas, em todos os aspectos: financeiros, família, psicológico, etc., então são poucas pessoas dispostas a “pagar o preço” e no inicio tínhamos dificuldades de acesso as novas técnicas, as quais conseguimos aprender no exterior e procuramos disseminar o máximo no Brasil.
Atualmente, existem mais atletas mulheres e temos que lutar para que esse número aumente e possamos ser mais um(a) paraquedista, independente do gênero”, concluiu a atleta Ziara.
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