Nome: Stanley Willian
Apelido: não tenho apelido
Área que trabalha: área de salto de Manaus
Quantidade de saltos: 16.000
Velame atual: Velocity 84
Modalidade favorita: Big Way
Integra: Trabalha no paraquedismo desde quando?
Stanley: Eu trabalho no paraquedismo antes mesmo de saltar, pois aprendi primeiro a dobrar paraquedas e logo comecei a trabalhar com isso, depois fiz o curso e comecei a saltar em 1990.
Integra: Como foi o seu início profissional? Foi difícil?
Stanley: Meu primeiro salto foi aos 14 anos e, sim, foi bem difícil no início. Enfrentei diferentes tipos de dificuldade: uma delas era a monetária, pois os custos eram em dólar e eu, ainda muito jovem, só tinha o dinheiro que eu fazia na dobragem. Mesmo assim, consegui me tornar Jumpmaster Static Line aos 17 anos e, muitas vezes, quando eu entrava na sala pra ministrar as aulas teóricas os alunos não acreditavam muito que aquele garoto magrinho e novo era um instrutor de Paraquedismo (kkkkk); mas acredito que fiz bem a minha parte.
Integra: Quais os principais desafios para se profissionalizar no esporte?
Stanley: Na minha época a maior dificuldade era aeronave. Além dessa tínhamos a demora na realização de cursos profissionalizantes fora do grande centro de Paraquedismo que é Boituva/SP, como a maior parte da minha vida morei em Manaus, vivi essa realidade.
Nos dias atuais acredito que seja praticar a instrução com dedicação total de querer ensinar, entendendo o seu papel de responsabilidade nesse processo de aprendizagem do aluno e não apenas ser instrutor pra ter seus saltos pagos pelo aluno.
Integra: Quais as suas licenças profissionais?
Stanley: Então, sou examinador IAFF e TBBF, Avaliador Tandem. Sou também piloto tandem, instrutor AFF, instrutor ASL, e coach BBF, também sou recertificador de sistema e wingsuit coach.
Integra: Em qual escola você trabalha? Faz tempo?
Stanley: Trabalho na PARAQUEDISMO MANAUS. Desde a década de 90.
Integra: Fale sobre as particularidades da sua área de pouso.
Stanley: Minha área mede 1 km de comprimento por 200 m de largura. Fica localizada bem no meio da cidade de Manaus, e, por causa disso, não temos muitas áreas de pouso alternativo.
Exatamente por esse motivo que na minha escola temos como prioridade a aula de navegação.
Integra: Fale sobre as particularidades da operação de lançamento da sua área.
Stanley: Infelizmente não temos avião disponível a semana toda. Hoje utilizamos o serviço de uma empresa que faz táxi aéreo e por isso só temos avião disponível aos finais de semana e feriados.
Temos uma vaga cujo preço é equivalente ao dobro do de Boituva, por exemplo; mas temos o conforto de saltarmos de um Caravan, a 12.000 FTS, e a segurança das manutenções sempre em dia.
Integra: Como você vê seu futuro na profissão?
Stanley: Quem trabalha com paraquedismo deve sempre pensar no futuro, pois sua principal ferramenta de trabalho é o seu corpo, ou seja, precisamos mantê-lo ativo e estar com as saúdes física e metal em equilíbrio.
Mais que me ver, eu desejo saltar até quando o meu corpo e mente permitirem. Transmitir o conhecimento que o tempo nos permite adquirir com as gerações futuras no Paraquedismo e contribuir até o fim de minha vida com esse esporte que, junto com minha família, é a minha vida.
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