Nome: Vanessa Martins Felix
Apelido: Van
Quantidade de saltos: 253
Área de salto: Skydive Cerrado
Integra: Como você começou no paraquedismo?
Vanessa: Em 2009 realizei o Curso Básico Paraquedista no Exército Brasileiro.
No mesmo ano fui convidada para integrar o time Militar Brasileiro de Paraquedismo Feminino, momento em que me formei saltadora livre.
Porém fiquei um pequeno período no time, devido ter me acidentado logo no início.
Fui atleta também dos Falcões, equipe de Salto Livre da Força Aérea.
E desde então fui preparada para ser uma atleta de 4way.
Integra: Como foi o seu ingresso na modalidade de TR?
Vanessa: Fiquei anos sem praticar o esporte devido à recuperação, mudança para outros estados e realizações de concursos públicos.
Retornei ao esporte aos poucos, saltando a lazer, até participar de um time indoor, o Fly Like a Girl, competindo na copa IFLY, o qual ficamos em primeiro lugar na categoria Hookie, além do campeonato brasileiro indoor.
Integra: Atualmente, tem time formado? Qual? Quem são os outros membros?
Vanessa: Atualmente faço parte do Time Cerrado 4way, da Skydive Cerrado, constituído pelos seguintes integrantes:
IC - Vanessa Felix
OC - Murilo
Point - Flávia
Tail - João Felix
Integra: Você participou de campeonatos? Quais? Qual categoria?
Vanessa: O time é recente e estamos nos preparando para participar das competições. Iremos estrear na copa IFLY agora em junho.
Integra: O que te encanta nessa modalidade?
Vanessa: Gosto do TR pois é uma modalidade que fomenta e prioriza o espírito de corpo, o trabalho em equipe, a concentração, além do sincronismo entre o time, fundamentos importantes para realizar um bom trabalho em queda livre.
Integra: Quais os maiores desafios de um atleta de TR no paraquedismo?
Vanessa: O maior desafio para aqueles que querem praticar a modalidade, primeiramente é segurar a ansiedade, não querer pular etapas. Pois é necessário muito treino individual.
Segundo é conseguir formar um time. Não basta apenas juntar alguns paraquedistas e começar a treinar. É preciso que os integrantes do time tenham uma boa relação de amizade, respeito, responsabilidade, comprometimento e afinidade de propósitos. Fora isso, o grupo acaba se desfazendo.
Integra: O que você acha do nível de voo dos brasileiros em comparação ao nível dos atletas de outros países?
Vanessa: Acredito que os brasileiros evoluíram muito nos últimos anos, temos atletas com grande potencial na modalidade, não deixamos a desejar em relação aos paraquedistas de outros países.
Integra: Quais os seus planos para o futuro?
Vanessa: Meus planos para o futuro é dedicar mais tempo ao esporte, intensificar os treinos com meu time, Cerrado 4-way, que apesar de ser um time novo, está motivado e empolgado para participar das competições, treinando forte para alcançar bons resultados e promover mais a modalidade.
Integra: Deixe uma dica para quem quer iniciar no TR.
Vanessa: Para aqueles paraquedistas que tem interesse em iniciar na modalidade, sugiro adquirir um macacão de TR e que faça bastantes treinos solo com um coach, pra só então ir para grupos maiores. Para ser um atleta de TR é primordial ter um voo sólido, ter controle corporal e tranquilidade na hora do salto.
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