Integra Paraquedismo

Domingo, 27 de Setembro de 2026
Transformando Medos em Liberdade: A Ascensão de Luís Eduardo Pereira Gomes no Paraquedismo

Brasil e Mundo

Transformando Medos em Liberdade: A Ascensão de Luís Eduardo Pereira Gomes no Paraquedismo

De um Salto Duplo em Foz do Iguaçu ao Freefly em Petrolina: Como a Paixão Pelo Paraquedismo Moldou a Vida de um Jovem Atleta

Imagens
IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

CONTE COMO FOI SEU INÍCIO

Nome: Luís Eduardo Pereira Gomes

Apelido: Nem tenho apelido, nas áreas o pessoal costuma me chamar de Luís

Salta desde: 2018

Quantidade de saltos:  134 saltos

Área preferida:  É até difícil escolher com tantas áreas especiais, mas hoje fico com a área de Petrolina-PE, onde moro e onde ocorreu o 1º evento de paraquedismo da cidade este ano. Estou torcendo para que seja o início de algo bem bacana. Em novembro teremos o 2º evento.

Integra: Seu primeiro salto foi duplo? Conte sobre (por que, como, onde, quando)

Luís:  Meu primeiro salto duplo foi em Foz do Iguaçu com o João Roncato. Na época, eu tinha 18 anos e fui passar a virada do ano de 2017 para 2018 em Foz com minha mãe. Nesse tempo, eu já tinha vontade de ser paraquedista e já sabia da área por conta do meu irmão, que havia feito um salto duplo por lá em outra viagem. A vontade já era tanta que, por conta disso, eu já fui para o salto duplo sabendo que, independentemente de gostar ou não do salto, procuraria algum lugar para fazer o curso assim que voltasse da viagem.

Integra: Como você soube que queria ser paraquedista?

Luís: Até hoje, não sei explicar isso direito. Acho que simplesmente fiquei maravilhado assistindo a algum vídeo no YouTube; meu olho simplesmente brilhou. Quando comecei a falar de paraquedismo, foi em uma fase da minha vida em que eu mal saía de casa ou fazia algum exercício. Acho que ninguém esperava que eu fosse durar tanto ou chegar onde cheguei... Às vezes, pessoas de fora vêm questionar a razão pela qual fazemos isso, mas acho que dá para dizer por todos os atletas que é muito difícil explicar a sensação que isso causa na gente e o quão importante é o esporte na vida de cada um. Hoje em dia, dá para dizer que foi no paraquedismo que encontrei sentido para me impulsionar a transformar a vida que estava levando, e sei que muito da pessoa que sou hoje e da forma como enxergo a vida se deve a isso.

Integra: Onde foi seu curso de primeiro salto? Como você foi parar lá?

Luís: Assim que voltei da viagem de Foz do Iguaçu, comecei a procurar locais de salto próximos de Recife, que era onde eu morava, e encontrei uma escola em Igarassu. Aproveitei uma data de um evento para conhecer o local e o pessoal.

Integra: Quem foram seus instrutores?

Luís: Em 2018, comecei em Igarassu com o Daniel Wanderley e o Marcelo Ricci. Em 2019, recomecei e concluí em Maceió com o Didi Julião e o Gustavo Van der Linden.

Integra: Como foi o seu curso?

Luís: Fiz o AFF! Quando comecei em 2018 com a equipe da Flyzoo, sofri bastante com condições climáticas ruins para saltos e manutenção do avião, e acabei fazendo apenas 3 saltos, reprovando duas vezes o nível 2 do curso. Passei por bastante dificuldade com a consciência corporal no começo, e minhas pernas sempre foram o ponto mais fraco [risos]. Depois de um tempo, a Flyzoo acabou fechando as atividades, e fiquei 1 ano sem saltar, perdendo minha progressão no curso. Durante esse ano que fiquei parado, mantive contato com o Gustavo, que era câmera-fly na época da Flyzoo e acabou virando instrutor de AFF. Quando decidi voltar e recomeçar o curso, aproveitei uma área de Caravan por Maceió, onde ele estava como instrutor, e fiz os 7 níveis em dois dias, sem reprovar nenhum salto. Acredito que aquele ano parado acabou sendo importante para trabalhar mais meu mental e poder me sentir mais preparado. Hoje enxergo de forma positiva aquela situação.

Integra: Qual você acha que foi a sua maior dificuldade no início?

Luís: Algo que não me agradava nada era a hora da saída. Já cheguei a ter uma fase em que ficava pendurado na asa do avião e voltava para dentro com receio do momento de entrar em queda. E isso nem foi durante meu curso de AFF, mas sempre coloquei na cabeça que nunca desceria no avião! haha

Integra: E como foi a sua progressão até ser atleta? Treinou com alguém? 

Luís: O Gustavo foi meu instrutor responsável pelos checks de progressão e saltos BBF, mas como eu era apenas um guri de 19 anos, não tinha muitos recursos e não fazia muitos saltos para treinamento. Porém, sempre que saltava, buscava valorizar e tirar o máximo de cada salto, absorver o máximo que conseguia. Além do Gustavo, fiz alguns saltos de instrução com outros feras, como Didi, Juninho, Xandão, Kid e, mais recentemente, Renan Seccomandi. Também fiz algumas horas de túnel com coaching do Ian-Isaiah no iFLY Houston e com o Gustavo Vendramini no iFLY São Paulo.

Integra: Hoje, onde você salta mais? E qual modalidade você mais gosta de voar?

Luís: Mesmo não tendo muitos saltos, nesses 6 anos de esporte já conheci 11 áreas, sendo 10 no Brasil e 1 nos EUA. A área onde mais saltei até hoje é a de Igarassu, mas atualmente estou focado em estar presente na área que está se iniciando na minha cidade, em Petrolina. Também quero organizar cada vez mais viagens para São Paulo e Boituva, onde quero treinar cada vez mais a modalidade do Freefly, que é a modalidade que sempre quis voar. Mas acho que vou ser daqueles que acabam fazendo um pouco de tudo que o esporte proporciona. Tenho muita vontade de voar de wingsuit também; aos poucos vamos chegando lá.

Integra: Deixe uma dica para um iniciante no esporte!

Luís: No começo, eu tinha bastante dificuldade com a saída do avião. Eu me repetia que bastava a ação para fazer aquilo acabar, mas a partir do momento em que troquei o "é só sair" pelo "a diversão começa na porta", tudo começou a fluir de forma mais natural para mim. Hoje acredito que mais importante do que lutar contra o medo, é poder senti-lo, saber lidar com ele e ressignificar o sentimento. Por isso, procuro sair do avião no mínimo me divertindo e com um sorriso no rosto. Outra coisa bem bacana é saltar com os amigos, formar sua turma para estarem trocando ideias, saltando e progredindo juntos.

Comentários:

/Dê sua opinião

Qual o seu nível de satisfação em relação ao serviço público prestado?

Nossas notícias no celular

Receba as notícias do Integra Paraquedismo no seu app favorito de mensagens.

Telegram
Whatsapp
Entrar

Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )