Integra Paraquedismo

Terça-feira, 11 de Agosto de 2026
Sol: Inspiração Feminina no Freefly

Brasil e Mundo

Sol: Inspiração Feminina no Freefly

Marysol Perini compartilha sua trajetória no esporte e incentiva mais mulheres a seguirem seus sonhos.

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O CÉU É DELAS

A Marysol Genova Perini, também conhecida como Sol, tem 34 anos deidade e salta desde 2012. Com mais de 2.500 saltos, ela já acumula excelentes patrocinadores, como: Vector, L&B, Cookie, Cypress, Boogieman suits e Icarus World. Ela veio bater um papo com a íntegra sobre mulheres no esporte.

A Sol acredita que estamos de igual pra igual com os homens nesse esporte. “O motivo pelo qual temos mais homens trabalhando do que mulheres é pela falta de informação. É óbvio que um ambiente mais masculino acaba intimidando as mulheres. Temos que sair da nossa zona de conforto e mostrar que também podemos fazer igual ou melhor. Devemos colocar em ação nossos sonhos, pois ninguém vai fazer isso por nós.”

Para ela, o esporte não é reconhecido no Brasil. “Acredito que hoje, com a ajuda da internet, isso vem mudando aos poucos. Na minha opinião, temos muitas mulheres misturadas em todas as categorias do paraquedismo, mas no Freefly ainda precisamos aumentar esse número. Acredito que a parte financeira pega um pouco mais.” O paraquedismo no Brasil é um esporte caro, o fato de em outros países ser mais acessível vem aumentando mais e mais o público feminino, com a ajuda das redes sociais.

A garota prodígio do freefly conta que nunca sofreu assédio, mas sim preconceito. Especialmente quando ela se formou. A Sol considera o início dela no esporte bem louco. Ela foi a Boituva como uma turista qualquer, fazer um salto duplo apenas, e se apaixonou. Voltou na semana seguinte e fez muitos saltos.

“Acreditem se quiser, eu tenho 8 duplos. Resolvi fazer o curso, tive a sorte de pegar uma semana de tempo bom e me formei em 5 dias. Na semana seguinte me mudei para Califórnia e ali eu tive a certeza que minha vida jamais seria a mesma, pois eu conheci de fato o que era esse mundo. Desde então nunca mais parei, voltei para o Brasil e comecei a saltar na Fly Factory. Minha vida dali pra frente mudou completamente.“

Agora a Sol tem uma nova aventura: virou mãe. Ela conta que a experiência está sendo incrível. Ela sempre teve receio de que quando o filho nascesse, ela teria medo de saltar e iria parar. “Ouvi isso de muitas pessoas, e mesmo achando que não iria acontecer comigo eu tinha esse medo. O fato é que o paraquedismo foi a vida que eu escolhi pra mim, foi uma mudança radical que eu decidi tomar lá atrás e não teria sentido parar agora, depois de tudo que eu conquistei. Meu filho me dá mais força para continuar e melhorar a cada dia. Quero que ele tenha orgulho da mãe que tem. O ritmo não será o mesmo pois eu tenho ele agora comigo, mas sempre com um bom planejamento eu continuarei firme e forte nos meus objetivos. Me sinto uma super mulher ser uma mãe paraquedista e ainda ter saltado grávida, acho que fiz uns 105 saltos com ele no forninho.”

Para ela, saltar de paraquedas é libertador. A autoestima vai lá em cima, e nunca se esquece dessa experiência.

“Aprendi ao longo dos anos que cada pessoa tem uma história, um destino, e oportunidades diferentes. Não se comparem! Você é quem vai escrever a sua história. Não olhe apenas o resultado, e sim o caminho que ela ou ele seguiu pra chegar onde está.”

ACOMPANHE: @jemappellesol

FOTOS CEDIDAS PELA ENTREVISTADA

 

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