CONTE COMO FOI SEU INÍCIO
Nome: Sidnei Ortega
Apelido: Alemão Ortega
Salta desde: Faço 48 anos em Outubro e fiz meu 1º salto de paraquedas em outubro de 1996.
Integra: Como você soube que queria ser paraquedista?
Ortega: Vi na TV umas imagens de skysurf e o Sabiá falando sobre o CNP em Boituva. Eu andava de skate e, na minha santa ignorância, achei que seria fácil esse tal skysurf.
Integra: Onde foi seu curso de primeiro salto? Como você foi parar lá?
Ortega: Comecei a procurar uma escola de paraquedismo e só sabia que, aos finais de semana, em Boituva havia saltos de paraquedas. Não me lembro como consegui o número de telefone de uma escola onde passei a semana ligando, mas ninguém atendia. Achei que era um sinal para desistir. Depois de insistir, alguém atendeu e, com poucas palavras, confirmou que era uma escola de paraquedismo, disse que seu nome era Pombo e que, por coincidência, estava iniciando uma turma. Informou que o curso seria de 2 noites, com duração de 4 a 5 horas, e que, se eu chegasse antes de começar, ele me colocaria nessa turma.
Ok, achei tudo muito estranho... Escola "Pombos do Ar", um senhor chamado Pombo, e um curso para início imediato... Mas resolvi embarcar nessa aventura.
Integra: Quem foram seus instrutores?
Ortega: Curso teórico concluído, bora para Boituva às 7 horas da manhã para as últimas instruções e para o primeiro salto do curso, que na época era o ASL (Accelerated Static Line).
4 alunos equipados, e quem iria fazer o lançamento era o também muito conhecido e ainda atuante no CNPQ, Fábio Pombo.
Integra: Como foi o seu curso?
Ortega: Um Cessna-180 sem bancos, que acomodava 4 alunos equipados com seus paraquedas e suas longas fitas vermelhas presas em suas costas, e o instrutor lançador na porta ao lado do piloto. Todos bem apertados.
Integra: Qual você acha que foi a sua maior dificuldade no início?
Ortega: Porta aberta e um salto para algo que eu não fazia ideia! ... “Atenção para o pouso... 3, 2, 1... flare”! Pronto... foi no pouso que tive a certeza de que queria me tornar paraquedista. Com um pouco mais de 10 saltos feitos sem a fita, entrei na loja Mr. Bill da Elisa e comprei meu primeiro paraquedas, um Racer, que na época estava nas costas da maioria dos atletas mais experientes.
Minha namorada na época, e hoje minha esposa, se juntou a mim e também começou a saltar. Agora, eram dois que não paravam de falar sobre paraquedismo, tentando convencer tudo e todos a fazerem o mesmo.
Integra: E como foi a sua progressão até ser atleta? Treinou com alguém?
Ortega: Pois bem... Foram vários 2-way do casal em Boituva, Ubatuba, Sorocaba, Itanhaém... Até que descobrimos que não éramos um 2-way, mas que por quase 4 meses éramos um 3-way! As idas para Boituva se tornaram menos frequentes, sem a minha parceira e com o garoto que nasceu no Dia do Paraquedista (22 de outubro), fui parando de saltar aos poucos. Paraquedismo é caro, mas filho é mais! Sem medo de errar! Rsss
Em 2015, vendo Facebook, me aparece um Racer completo com menos de 30 saltos e por uma pechincha no Rio de Janeiro. Dormi pensando e acordei quase na estrada a caminho do Rio para buscar. 9 anos depois voltei a saltar de paraquedas, fiz pouco mais de 100 saltos com esse equipamento e novamente, por questões da vida e mudança no trabalho, tive que parar e resolver as dificuldades que a vida nos traz.
Integra: Hoje, onde você salta mais? E qual modalidade você mais gosta de voar?
Ortega: No final do ano passado fui ao aniversário da minha grande amiga Silvia no IFly e fiquei impressionado com a habilidade dela dentro daquele cercadinho, mesmo sem ela ter feito um saltinho sequer no céu! Fiz 4 voos de 2 minutos nesse dia e, no mês seguinte, já me tornei membro. Três meses depois comprei meu terceiro paraquedas. Assim como o James me recebeu em 2015 na Skydive Boituva, o Ericao Ajambuja fez o mesmo agora em 2024!
Agora, com a vida mais tranquila e o filho já independente, acredito que voltei para ficar.
Integra: Deixe uma dica para um iniciante no esporte!
Ortega: Céu azul e bons saltos a todos!
"Uma vez formado no curso de paraquedismo, você nunca mais deixará de ser paraquedista."
Frase do paraquedista e amigo Maurício Araújo (FunJump).
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