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Segunda-feira, 10 de Agosto de 2026
Renan e a Irmandade dos Céus: Como o Paraquedismo e a Amizade Transformaram Sua Vida

Brasil e Mundo

Renan e a Irmandade dos Céus: Como o Paraquedismo e a Amizade Transformaram Sua Vida

Renan começou no paraquedismo inspirado por amigos e isso fortaleceu laços e criou memórias inesquecíveis

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Nome: Renan Akio Fraga

Apelido: Japa

Área que salta: Saltamos mais em Boituva, mas também em Castro, DZ e WS Museum.

Quantidade de saltos: 196

Modalidade favorita: Desloc (aprendemos barriga e já começamos a treinar ângulo)

 

Integra: Como você começou no paraquedismo? Algum amigo de trouxe?

Renan: Paraquedismo sem amigos não existe. Só faz sentido com os amigos.

Comecei em 2014 quando um amigo chamou para fazer um salto duplo em Paranaguá - PR, sendo que eu já queria a muito tempo, coisa de sonho de criança. O medo, a adrenalina e a curiosidade, sempre mexeram comigo e o paraquedismo era algo que eu ficava pensando "será mesmo que eu tenho coragem?", "como é isso, vou apagar em queda livre?" e etc... Temos uma foto bem legal desse dia, eu e meu amigo Serginho.

Integra: Hoje, qual o seu salto favorito com os amigos?

Renan: Começamos e já fomos treinar desloc, sei que talvez não seja o caminho ideal, mas ficar vendo aqueles vídeos no insta e youtube, fizeram a gente só pensar nisso kkk. Queremos chegar na arte do Free Fly, mas temos um longo caminho pela frente (Seguimos treinando). Por agora, Salto favorito é estar com os amigos na porta do avião durante o sunset do dia, pousar e comemorar com todos, como se fosse o último salto da vida.

Integra: Conte algum salto memorável com os seus amigos.

Renan: Difícil falar só de um. Todos os saltos que acabam virando alguma chavinha na cabeça, algum detalhe que te faz voar melhor, esses são inesquecíveis. Lembro do primeiro salto que gripamos eu e meu irmão Yuri, de barriga mesmo mas foi irado e vou explicar. Desde o início, quando víamos vídeos da galera profissa, ficávamos imaginando a gente fazendo aquilo. Gripar, pra gente que estavamos iniciando, já seria surreal... Várias tentativas e nada, até que um dia em Castro, rolou o jumpão (vou ver se mando essa foto). Sorriso não cabia no rosto, quando pousamos, saímos correndo na direção um do outro e rolou aquele abraço, gritaria e muita felicidade (só de lembrar o sorrisão se destaca na cara kkk).

Integra: Fale sobre os amigos que o skydive te deu.

Renan: Skydive é muito família e não para de crescer.

Legal eu contar como começamos de verdade no skydive.

Eu mais dois amigos (Yuri e Bruno) sempre prometemos que íamos fazer o curso AFF um dia, mas sempre algo acontecia e não rolava (na verdade não acontecia né, não tínhamos grana kkk). Em uma viagem na África do sul, o Yuri estava com o Cássio que já saltava mais o Jesse, todos bem animados (bêbados kkkk) deram entrada no curso AFF, onde o Yuri pagou a minha parte sem me avisar (pois sempre falamos que só faríamos juntos). Fiquei sabendo por uma chamada de vídeo e logo liguei pro Brunão pagar a dele também. Contato do Cássio em Boituva era nada menos que a lenda Kekel (Kevin Batista), que já conectou a gente com o Rafiuskis (Nosso padrinho no esporte) e a escola SkyRadical. Dai pra frente, só alegria e a família do skydive foi só crescendo. 

Rafiuskis, nosso professor do teórico, fez uma lavagem cerebral na gente, principalmente quanto a segurança (hoje agradecemos a ele de ser tão crítico e detalhista). Kekel ensinou a gente a sentir o vento no túnel e a escola deu continuidade.

Hoje, toda vez que vamos para Boituva, ficamos na casa do padrinho e somos crias dos Crias. Sim, depois do skydive, os amigos se multiplicaram.

Integra: Conte uma história engraçada sobre um salto com os amigos:

Renan: Difícil falar só de um salto kkkk.. A flygang sempre tem umas pérolas!!! 

Todos os meus saltos do AFF foram engraçados, pelo simples fato de praticamente nenhum capacete caber na minha cabeça, aqueles open face da skyradical ficavam parecendo um "coquinho", era muito zuadoo kkkk... 

Teve um dia em Castro, que o Maluf estava de LO e puxou uns jumps nosso, foi irado esse dia. Chegamos nele na fissura de mandar um desloc, mas ele começou as fazer umas perguntas e viu que era melhor conhecer a gente (acho que foi a primeira vez que saltamos com ele). Para quebrar um pouco essa loucura de querer só deslocar, ele sugeriu a gente fazer um "horn gorila".. Olhamos uns para os outros e ficamos pensando, "Que merda é essa?!"... Brifamos, entendemos como era pra ser e subimos. Na porta no avião preparamos a saída, todos com as pernas cruzadas, meio em circulo, segurando no colega do lado e sai... Capotamos diversas vezes, quando estabilizou mais ou menos, soltamos as mãos, batemos no peito igual um gorila e explodiuuuu  kkkkk... Foi irado, assustador e engraçado, vimos os vídeos trezentas vezes e as fotos ficaram engraçadas (vou compartilhar umas).

Fofoca engraçada, tem um dos meliantes da gang que já se cagou navegando kkkkkkkkk Isso quando ele contou, a gente morria de rir sem parar.

Integra: Você já viajou com os amigos para saltar? Qual foi a melhor viagem?

Renan: Como Curitiba não tem uma drope zone, sempre estamos viajando para saltar. A área mais perto aqui é em Campo Largo na WS Museaum (tá ficando animal lá). Vamos muito para Boituva, Castro, DZ e Ilha do Mel quando possível. A melhor viagem com os amigos para saltar é sempre a próxima. Estar com meus irmãos, minha maravilhosa Lorena que sempre está comigo e toda tropinha (Os Crias), é bom demais. A felicidade passa mau de alegria kkkk.

Integra: Conte um salto com os amigos que te deu medo:

Renan: Já teve alguns jumps perigosos, principalmente quando começamos a saltar em grupo e com outras galeras que não conheciamos bem. A gente, a Flygang, sempre procuramos aprender com os melhores, principalmente atentos a segurança. Lembram do que comentei no início né? Nosso padrinho fez uma lavagem cerebral na gente. Sendo assim, entre nós, treinando em grupo, tivemos alguns cruzamentos durante o jump, gerando um risco de colisão mas que até "controlado". No entanto, um dia em uma área, aceitamos uns conhecidos no nosso jump e que cagada. Cidadão veio todo desgovernado cruzando o grupo e por sorte não pegou ninguém. Esse esporte não é só se jogar de um avião, é perigoso e a gente tem que se conhecer muito bem antes de se colocar no meio dos outros para diversão, é um vacilo e já era.

Integra: Deixe uma dica para quem esta começando no esporte a fazer mais amigos.

Renan: Acho que nosso grupo é um exemplo de que com os amigos é muito melhor. Eu, Yuri e Jesse, formamos juntos e fomos evoluindo juntos. Cara, isso é sensacional, fez a gente crescer muito como pessoas e agora a família cresceu com Arthurzão, Gonça e padrinho Rafiuskis.  Poxa mas meus amigos não tem coragem... Manda um abraço pra eles e venha pro Skydive que você será absorvido por uma grande família. Esse esporte mudou a minha vida, tanto profissional quanto como pessoa. Hoje o medo de encarar a vida não existe, a cabeça está blindada e quando a porta do avião se abre, é o melhor momento do mundo (chega arrepia kkkk). Skydive é vida, felicidade, amigos, família e muita vibe boa. Vem saltar!!!

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