Nome: Rafael Correia de Souza e Lima
Apelido: Rafa Lima
Área que trabalha: Boituva e Castro
Quantidade de saltos: + 8000
Velame atual: HKT 71 e Spectre 97
Modalidade favorita: Swoop
Integra: Trabalha no paraquedismo desde quando?
Rafa: Desde 2013.
Integra: Como foi o seu início profissional? Foi difícil?
Rafa: Salto desde 2001, mas o Paraquedismo era apenas um hobby. Eu era publicitário e somente em 2013 decidi trocar de profissão e me tornar instrutor de paraquedismo. No meu caso, acho que tive um pouco de sorte. Quando decidi fazer o curso de instrutor de salto duplo em 2014 em Boituva, cerca de três meses depois ingressei numa das maiores escolas de Paraquedismo do Brasil, a Paraquedismo Boituva. E foi lá que adquiri praticamente toda a minha base profissional que me preparou para o mundo.
Integra: Quais os principais desafios para se profissionalizar no esporte?
Rafa: Aqui no Brasil, acredito que o investimento financeiro seja o maior desafio, pois praticamente todos nossos equipamentos são importados, o preço da vaga de avião é alto, o custo para o treinamento de aperfeiçoamento das técnicas de voo (seja no túnel ou no céu) também é bastante elevado, além do custo dos profits dos coachs e posteriormente os cursos profissionalizantes que também são caros.
Integra: Quais as suas licenças profissionais?
Rafa: Treinador BBF, instrutor de salto duplo e instrutor AFF ( CBPQ, ABPQD e USPA).
Integra: Em qual escola você trabalha? Faz tempo?
Rafa: De 2018 a 2023 trabalhei em países como Estados Unidos, Nova Zelândia, China e Emirados Árabes, porém no ano passado (2023) tive que ficar no Brasil devido a uma fratura na vértebra L1 da lombar num pouso de Base Jump e acabei voltando para Boituva, onde atualmente trabalho na Let’s Fly Paraquedismo e uma vez ao mês na Skydive Castro, no Paraná.
Integra: Fale sobre as particularidades da sua área de pouso.
Rafa: Considero a área de pouso em Boituva bem ampla, embora tenha alguns obstáculos que é preciso estar atento. A área fica próxima a Rodovia Castelo Branco, sempre bom evitar navegar em cima em dias de vento forte. Em contrapartida, do lado oposto da Castelo há muita área de plantação também, que em casos de um “PS” mal feito ou um vacilo na navegação, pode ser usada como alternativa de pouso. Há um “pond” de aproximadamente 90m de comprimento e 20m de largura, que já serviu de “palco” para muitos campeonatos de pouso de alta performance. Há também um alvo com um raio de 30m que fica entre o pond e a pista.
Integra: Fale sobre as particularidades da operação de lançamento da sua área.
Rafa: Atualmente existem duas empresas que fornecem os aviões para a operação de Paraquedismo em Boituva: 4 Fun e Aeroplay. Ambas fecharam parceria com as escolas de Boituva e coordenam entre si os lançamentos realizados praticamente de segunda a segunda. A operação toda é controlada pelo RTAG que está sempre em contato com os pilotos, alunos, atletas, instrutores e RTAs das escolas, tentando dessa forma garantir o máximo de segurança na operação.
Integra: Como você vê seu futuro na profissão?
Rafa: No futuro me vejo fazendo apenas freelance e/ou fun jump. Sou piloto privado de avião e aluno do curso de piloto comercial, pretendo mudar de profissão novamente, de preferência lançar os amigos paraquedistas, hehe.
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