CONTE COMO FOI SEU INÍCIO
Valeria: Eu decidi fazer o AFF porque meu ex-namorido era instrutor tandem, e íamos todo final de semana para Boituva. Via o pessoal descendo a rampa da área de pouso até a dobragem numa felicidade sem fim, e eu ali sentada, sem fazer nada kkkkk.
Fiz o AFF até o quinto salto e parei por quase um ano... Depois, refiz o curso com o objetivo apenas de concluí-lo, mas acabei me apaixonando pelo esporte e por tudo que ele nos proporciona.
Nome Valeria Neves
Apelido Lela
Salta desde 2012
Quantidade de saltos 304
Área preferida Boituva/Pira
Integra: Seu primeiro salto foi duplo? Conte sobre (por que, como, onde, quando)
Valeria: Meu primeiro salto foi um duplo em Boituva. Os amigos do meu ex (foram 5 câmeras) fizeram uma "Star" comigo.
Integra: Como você soube que queria ser paraquedista?
Valeria: Eu soube que queria ser paraquedista quando estava na porta do avião e senti uma sensação maravilhosa de serenidade, aquele feeling bom de estar no lugar certo, na hora certa, fazendo a coisa certa, com as pessoas certas... tudo podia terminar naquele momento, e eu seria a pessoa mais feliz do mundo!
Integra: Onde foi seu curso de primeiro salto? Como você foi parar lá?
Valeria: Eu fiz o AFF na Voar Paraquedismo com o Eduardo Rios. No nível 1, meu maior receio era saber qual seria a minha reação com aquela avalanche de neurotransmissores... vou fazer tudo que precisa ser feito? Fiz tudo, mas quando pousei, desabei literalmente; não conseguia me manter em pé (minhas pernas estavam moles e bambas) e chorei que nem um bebê kkkk. Hoje eu sei que essa reação é um caminho sem volta... depois que você experimenta, entende e sente o que é verdadeira liberdade de ser plenamente feliz no momento presente!
Integra: Como foi o seu curso?
Valeria: Eu sempre soube que seria barrigueira, e desde o começo fiz coach com Pedro San, Bia Ohno, dentre outros. Nunca gostei de salto solo e adorava ver os treinos em solo dos big ways. Uma amiga, Mariana Aranha, me apresentou ao Igor Ueoka, que estava iniciando um grupo de manicacas para fazer bigways... foi outro caminho sem volta! Trabalhei na iFly por 3 meses e pude aperfeiçoar meu voo com o "Danoninho", o que realmente mudou minha consciência corporal. Daí em diante, passei a treinar no túnel o 4-way, o que se tornou outra paixão!
Integra: Qual você acha que foi a sua maior dificuldade no início?
Valeria: Minha maior dificuldade no esporte foram as minhas próprias barreiras psicológicas. Eu tive a grande oportunidade de participar dos treinos para o recorde feminino de 2024, no qual foi feito um trabalho maravilhoso com todas as atletas que estavam, de fato, dispostas a se superarem e evoluir no esporte. Ter conquistado o recorde dos 48-way foi a maior prova de amor que eu pude dar a mim mesma. Depois dessa experiência, uma chavinha interna mudou (o processo foi difícil pra caramba), e hoje eu sei que o que me paralisava era a falta de coragem de ser feliz.
Integra: Deixe uma dica para um iniciante no esporte!
Valeria: Minha dica para quem está começando é acreditar em si próprio (com força/determinação, foco/disciplina e fé/sabedoria), buscar vencer suas dificuldades e limitações, fazer coach e túnel, tomar uma breja no final do dia com os amigos, se divertir e seguir todas as regras de segurança à risca sempre... porque, afinal, o melhor salto é sempre o próximo!
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