Integra: CONTE COMO FOI SEU INÍCIO:
Gabriel: Comecei em 2013, com 19 anos. Hoje tenho 30. Era um sonho de infância voar, ser praticante de Wingsuit. Quando assistia a filmes, TV, ou via cenas de paraquedismo, aquilo brilhava meus olhos. Com 17 anos, comecei a juntar dinheiro para começar no paraquedismo. Iniciei o curso sem ter feito salto duplo e sem ter voado de avião, porque tinha certeza de que iria gostar.
Nome: Gabriel Nilo
Apelido: Nilo
Salta desde: 2013
Quantidade de saltos: 630
Área preferida: Minha área preferida é Boituva; a mais bonita que já voei foi em Paraty/RJ.
Integra: Seu primeiro salto foi duplo? Conte sobre (por que, como, onde, quando):
Gabriel: Meu primeiro salto duplo foi depois que já era paraquedista categoria D, com 500 e poucos saltos, junto com um amigo recém-formado no curso de tandem. A adrenalina foi grande, igual a andar na garupa de uma moto de 1000 cilindradas. 😅
Integra: Como você soube que queria ser paraquedista?
Gabriel: Era um sonho de infância. Sempre que assistia a algum filme ou jogava algum jogo que envolvia paraquedismo, quando via matérias do Sabiá, uma referência que hoje se tornou um amigo, aquilo brilhava meus olhos e eu dizia: "Um dia vou fazer isso".
Integra: Onde foi seu curso de primeiro salto?
Gabriel: Boituva/ Skycompany.
Integra: Como você foi parar lá?
Gabriel: Pesquisas na Internet. Conheci um paraquedista em 2012 (Fernando Laino) através de um adesivo de paraquedismo no carro dele. Tirei várias dúvidas e depois procurei e escolhi uma escola em Boituva.
Integra: Quem foram seus instrutores?
Gabriel: Paola Pirani, Edu Esteves, Alan Constâncio, Eduardo Mota, Olavo Falleiros, Marcelo Costa.
Integra: Como foi o seu curso?
Gabriel: O curso AFF, no geral, é uma superação total. Tive dificuldade no nível 3 para aprender a parar o giro e reprovei 3 vezes, girava igual pião. Depois de alguns minutos no túnel, isso me ajudou. 😅
Integra: Qual você acha que foi a sua maior dificuldade no início?
Gabriel: A maior dificuldade foi desbloquear os medos e conseguir o apoio da família, já que é um esporte que só tem muita repercussão quando ocorrem acidentes. Além disso, o investimento é alto, pois é um esporte caro no Brasil.
Integra: E como foi a sua progressão até ser atleta? Treinou com alguém?
Gabriel: Voava com amigos experientes. Trabalhei no túnel Wind Up em 2015 por 8 meses, o que também me ajudou muito a evoluir meu voo. Trabalhei como câmera e fiz o curso de Coach USPA.
Integra: Hoje, onde você salta mais?
Gabriel: Salto em Boituva, mas viajo muito a trabalho e salto em outras áreas, como de trike, helicóptero, balão, graças às amizades que fiz ao longo desses anos. Onde puder saltar com segurança, estou lá.
Integra: E qual modalidade você mais gosta de voar?
Gabriel: Wingsuit. O salto que mais gosto é o salto de balão.
Criei a "Nascidos para Voar" em 2013, onde divulgo o paraquedismo e esportes aéreos. Através dela, organizo excursões e eventos de paraquedismo como saltos de balão, helicóptero, praia, e noturnos. Também faço cobertura de eventos e hoje, referências do esporte se tornaram amigos, o que é gratificante demais.
Integra: Deixe uma dica para um iniciante no esporte!
Gabriel: Foque no seu sonho. Ignore as críticas de quem não tem a mesma visão que você, seja família ou amigo. Respeite o esporte, que não permite erros. Não deixe o ego dominar você, lembre-se de que somos eternos aprendizes e que cada salto é um salto. Um passo de cada vez. Voar é uma terapia, um estilo de vida. Sou grato aos amigos que fiz pelo caminho e às pessoas que incentivei a superar seus medos e a voar. Que sua vida no paraquedismo seja constante, segura e longa. Bons voos e um abraço a todos que nasceram para voar.
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