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Quarta-feira, 12 de Agosto de 2026
Nascidos para Voar: A história de Gabriel Nilo no Paraquedismo

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Nascidos para Voar: A história de Gabriel Nilo no Paraquedismo

Dos Sonhos de Infância ao Wingsuit: Como a Paixão por Voar Transformou a Vida de um Jovem paraquedista

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Integra: CONTE COMO FOI SEU INÍCIO: 

Gabriel:  Comecei em 2013, com 19 anos. Hoje tenho 30. Era um sonho de infância voar, ser praticante de Wingsuit. Quando assistia a filmes, TV, ou via cenas de paraquedismo, aquilo brilhava meus olhos. Com 17 anos, comecei a juntar dinheiro para começar no paraquedismo. Iniciei o curso sem ter feito salto duplo e sem ter voado de avião, porque tinha certeza de que iria gostar. 

Nome: Gabriel Nilo

Apelido: Nilo

Salta desde: 2013

Quantidade de saltos: 630 

Área preferida: Minha área preferida é Boituva; a mais bonita que já voei foi em Paraty/RJ.

Integra: Seu primeiro salto foi duplo? Conte sobre (por que, como, onde, quando): 

Gabriel:  Meu primeiro salto duplo foi depois que já era paraquedista categoria D, com 500 e poucos saltos, junto com um amigo recém-formado no curso de tandem. A adrenalina foi grande, igual a andar na garupa de uma moto de 1000 cilindradas. 😅

Integra: Como você soube que queria ser paraquedista?

Gabriel:  Era um sonho de infância. Sempre que assistia a algum filme ou jogava algum jogo que envolvia paraquedismo, quando via matérias do Sabiá, uma referência que hoje se tornou um amigo, aquilo brilhava meus olhos e eu dizia: "Um dia vou fazer isso".

Integra: Onde foi seu curso de primeiro salto? 

Gabriel:  Boituva/ Skycompany.

Integra: Como você foi parar lá?

Gabriel:  Pesquisas na Internet. Conheci um paraquedista em 2012 (Fernando Laino) através de um adesivo de paraquedismo no carro dele. Tirei várias dúvidas e depois procurei e escolhi uma escola em Boituva.

Integra: Quem foram seus instrutores?

Gabriel:  Paola Pirani, Edu Esteves, Alan Constâncio, Eduardo Mota, Olavo Falleiros, Marcelo Costa. 

Integra: Como foi o seu curso? 

Gabriel:  O curso AFF, no geral, é uma superação total. Tive dificuldade no nível 3 para aprender a parar o giro e reprovei 3 vezes, girava igual pião. Depois de alguns minutos no túnel, isso me ajudou. 😅

Integra: Qual você acha que foi a sua maior dificuldade no início? 

Gabriel:  A maior dificuldade foi desbloquear os medos e conseguir o apoio da família, já que é um esporte que só tem muita repercussão quando ocorrem acidentes. Além disso, o investimento é alto, pois é um esporte caro no Brasil.

Integra: E como foi a sua progressão até ser atleta? Treinou com alguém?

Gabriel:  Voava com amigos experientes. Trabalhei no túnel Wind Up em 2015 por 8 meses, o que também me ajudou muito a evoluir meu voo. Trabalhei como câmera e fiz o curso de Coach USPA.

Integra: Hoje, onde você salta mais?

Gabriel:  Salto em Boituva, mas viajo muito a trabalho e salto em outras áreas, como de trike, helicóptero, balão, graças às amizades que fiz ao longo desses anos. Onde puder saltar com segurança, estou lá.

Integra: E qual modalidade você mais gosta de voar? 

Gabriel:  Wingsuit. O salto que mais gosto é o salto de balão.

Criei a "Nascidos para Voar" em 2013, onde divulgo o paraquedismo e esportes aéreos. Através dela, organizo excursões e eventos de paraquedismo como saltos de balão, helicóptero, praia, e noturnos. Também faço cobertura de eventos e hoje, referências do esporte se tornaram amigos, o que é gratificante demais.

Integra: Deixe uma dica para um iniciante no esporte!

Gabriel:  Foque no seu sonho. Ignore as críticas de quem não tem a mesma visão que você, seja família ou amigo. Respeite o esporte, que não permite erros. Não deixe o ego dominar você, lembre-se de que somos eternos aprendizes e que cada salto é um salto. Um passo de cada vez. Voar é uma terapia, um estilo de vida. Sou grato aos amigos que fiz pelo caminho e às pessoas que incentivei a superar seus medos e a voar. Que sua vida no paraquedismo seja constante, segura e longa. Bons voos e um abraço a todos que nasceram para voar.

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