Integra Paraquedismo

Sexta-feira, 26 de Junho de 2026
Leandro Felix: Uma Vida de Superação e Aventuras no Paraquedismo

Brasil e Mundo

Leandro Felix: Uma Vida de Superação e Aventuras no Paraquedismo

Do primeiro salto aos 15 anos até a retomada após duas décadas, Leandro compartilha sua paixão pelo paraquedismo, suas experiências marcantes e conselhos para iniciantes no esporte

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CONTE COMO FOI SEU INÍCIO

Nome: Leandro Felix
Apelido: Félix (quase mudando para Manica Roots... rs)
Salta desde: 17/07/1995, ASL, PT-BKK, Americana
Quantidade de saltos: 81
Área preferida: Ubatuba (Visual maravilhoso, 16,7 pés e ~1,2 min de QL)

Como você soube que queria ser paraquedista?
Minha história com o paraquedismo se divide em 2 fases (1995 a 2000 e 2018 até hoje). Sim, vem desde meus 14/15 anos de idade.
Posso dizer que o paraquedismo sempre esteve inserido em minha vida. Crescer sendo paraquedista fez total diferença para mim: vencer meus limites, encorajar-me, disciplinar-me, aumentar minha autoconfiança, superar desafios e ser ousado... é meu "superpoder".
A vibe dos paraquedistas e das áreas de salto é algo contagiante, alegre e descontraído. Impossível não gostar de estar junto deles.
É como minha segunda família, meus amigos antigos e os novos, que se reúnem de vez em quando para se divertir, extravasar ou se recarregar. Independentemente do número de saltos, temos prazer em estar juntos, saltar, prosear, rever os amigos e fazer muitas lenhas.

Onde foi seu curso de primeiro salto? Como você foi parar lá?
Meu primeiro contato com o paraquedismo foi em uma viagem (14/15 anos) para a Praia Grande/SP. Ao entrar no apartamento, me deparei com um monte de "mochilas esquisitas". Perguntei para minha irmã o que era, e ela me disse que eram paraquedas. Nesse momento, eu disse: "Vou ser um paraquedista."

Quem foram seus instrutores?
No apartamento, de cara conheci Ricardo Almeida (Ricardinho Albatroz), meu instrutor e amigo até hoje. Fui assistir aos saltos, mas não tinha idade para saltar (16) e, na época, acho que nem existia tandem (14).
Retornando para SP, minha irmã, que já tinha idade para saltar, pediu para meu pai, mas recebeu um belo não... Eu fiquei quietinho...
...mas não parado. Fui em busca de um emprego melhor e, com aproximadamente 17 anos, procurei na lista telefônica o número do dono do apartamento na PG para ele me passar o contato do Ricardinho. Logo liguei e iniciei o curso.

Como foi o seu curso?
Na época, o curso ASL era feito em 3 dias de teoria, no bairro do Belém. Fiz o curso teórico e, na noite anterior ao meu primeiro salto, com toda a minha família sentada à mesa para jantar, tirei a autorização do bolso e disse: "Já paguei, já fiz o curso e já tenho carona para ir e voltar. Só preciso que um de vocês assine, pois sou menor de idade." Minha mãe assinou de imediato, e meu pai relutou um pouco, mas assinou também. Fomos todos para Americana no dia seguinte.
Até hoje, sempre que podem, meus pais vão me ver saltar. Minha mãe, ousada, já subiu até de "Peru" em um dos meus saltos em Americana.

E como foi a sua progressão até ser atleta? Treinou com alguém?
Saltei de 1995 a 2000, entre Americana e Praia Grande. Levei muitos amigos para fazer o curso e saltar, mas não fiz muitos saltos nesse período, cerca de 27 apenas, pois, em 1996, montei um comércio em SP (que se chamava SKYPIRA) e quase não sobrava tempo. Parei de saltar de fato em 07/2000, devido ao crescimento do comércio, depois casamento, filhos, e mudei minhas prioridades.

2ª fase:
Em 2018, com os filhos já crescidos, sem os comércios e com a vida mais tranquila (SQN), decidi voltar a saltar.
Retomei o contato com o Ricardinho, fiz o curso de reciclagem, retornei para a Fita, junto com o filho dele, João Almeida. Fui evoluindo, passei para a CAT A em 04/2019 e, em 09/2022, para a CAT B, muito honrado por ter sido o João Almeida (filho do meu instrutor) quem me avaliou para a CAT B, junto com a Júlia Mira.
Gosto muito de saltar em Pira, pois encontro muitos dos meus amigos do paraquedismo. Levo muitos amigos "de fora" para conhecerem e até saltarem.
Já presenteei minha afilhada quando completou 21 anos e meu filho, quando completou 14. (Inclusive, estão me cobrando outro salto, mas me recuso a pagar outro tandem. Agora, só se fizerem o curso... kkk).
Claro, minha irmã... "Lembra do AP. onde vi as mochilas esquisitas? Era de um professor dela." Paguei um tandem como agradecimento.

Hoje, onde você salta mais? E qual modalidade você mais gosta de voar?
Hoje, devido à distância de onde moro até Pira (cerca de 260 km, 3,5 h), e à falta de tempo, fica muito cansativo fazer "bate e volta" no mesmo dia. Mas tenho tentado ir, ao menos, aos encontros mensais do grupo de dinossauros que montamos no início deste ano. Lendas como Ricardinho, Djalma, Bento, Trinca, Fischer, Pedrinho, Ferraz... e mais uns 15, juntamente com a galera mais "nova", ex-alunos desses dinossauros, como eu.
Atualmente, continuo como Cat B, evoluindo. No entanto, a falta de tempo e a distância me impedem de seguir uma "modalidade" no esporte, e assim optei por estar entre meus amigos, fazendo nossas lenhas e curtindo os poucos momentos que conseguimos nos encontrar.
Claro, ainda quero fazer alguns saltos que ainda não fiz, como um noturno, de balão, de helicóptero e também conhecer novas áreas, como pousar na esplanada em Brasília, nos Lençóis Maranhenses, em Noronha e outras que tiver oportunidade. Sem pressa, mas sempre no meu radar.

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Uma mensagem que deixo para todos é:
Jamais desista dos seus sonhos. O medo virá em tudo que for desconhecido para você. Ajustes serão necessários, conhecimento também. Leve o tempo que for necessário, enfrente-os e realize seus sonhos.

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