Nome: Gustavo Melfi
Apelido: Melfi
Área que trabalha: Lake Wales - FL - USA (Jump Flórida Skydiving)
Quantidade de saltos: 6.900
Velame atual: Crossfire3 119
Modalidade favorita: Outside Câmera
Integra: Trabalha no paraquedismo desde quando?
Melfi: 2018.
Integra: Como foi o seu início profissional?
Melfi: Eu saltava por hobby aos finais de semana, então por insistência do Paulo Assis (Skyradical) resolvi fazer meu curso de Coach, no início sem pretensão nenhuma, fui lá e fiz. Já no primeiro final de semana após o curso estava trabalhando como Coach e Outside Câmera e um ano após resolvi tirar minha licença de Instrutor Tandem.
Integra: Foi difícil?
Melfi: Acredito que a parte mais difícil foi abandonar uma carreira sólida que construí ao longo de 23 anos na área financeira de grandes empresas, para dedicar-me apenas ao paraquedismo. Mas desde o meu primeiro salto, um tandem com meu amigo e instrutor, o Lutchy, algo dentro de mim já começava a movimentar-me para esse caminho. Não posso também deixar de registrar que meus instrutores. Paulo Assis, Roberto Yamin, Levi Sarubo, Maurício Leiva, Vivi, Felipe Assis, Fernando Assis e Gui Assis, ajudaram muito no processo e o tornaram mais suave.
Integra: Quais os principais desafios para se profissionalizar no esporte?
Melfi: No meu ponto de vista o maior desafio é econômico/financeiro. O valor dos cursos profissionalizantes é elevado e o retorno pode ser bem lento. É natural um instrutor iniciante não ter prioridade na rotação de saltos ou as vezes nem consiga uma escola para trabalhar full time no início.
Integra: Quais as suas licenças profissionais?
Melfi: USPA: Coach, Tandem-I, AFF-I ; ABRA: Coach, Tandem-I
Integra: Em qual escola você trabalha? Faz tempo?
Melfi: Jump Florida Skydiving 3 anos
Integra: Fale sobre as particularidades da sua área de pouso.
Melfi: Apesar do aeroporto de Lake Wales ter algumas áreas bem grandes para pouso, a área que pousamos os Tandens é bem pequena e rodeada por asfalto. Especialmente nos dias quentes (maior parte do ano aqui na Florida) enfrentamos bastante térmicas, o que dificulta o pouso, especialmente para os menos experientes.
Como ponto positivo estamos no nível do mar, então a pressão atmosférica favorece bastante o pouso.
Integra: Fale sobre as particularidades da operação de lançamento da sua área.
Melfi: Apesar do aeroporto de Lake Wales ser bastante calmo em relação ao tráfego de aeronaves, hora ou outra precisamos estar atentos com outros aviões e helicópteros chegando para pouso ou decolando.
Diferentemente de Boituva, a reta de lançamentos é realmente reta, temos que estar atentos a quantidade de grupos e tempo de porta para não sair longe demais do aeroporto.
Trabalhamos aqui com 3 altitudes de lançamento para Tandens, 11 mil pés, 14 mil pés e 18 mil pés, alunos 14 mil pés e atletas temos todas as altitudes, bem como os saltos baixos a 3 mil pés e 5 mil pés também.
Operamos diariamente com um Grand Caravan com turbina Garret 950hp o que faz essa máquina subir muito rápido, mesmo com 19 pessoas a bordo.
Integra: Como você vê seu futuro na profissão?
Melfi: Sou apaixonado pelo paraquedismo e pretendo saltar até meus últimos dias; profissionalmente falando, especialmente os saltos duplos, apesar de adorar a “vibe” acredito que daqui alguns anos vou diminuir o ritmo e talvez passar a atuar como piloto lançador de paraquedistas, mas isso ainda é um projeto para futuro, vamos ver para onde os bons ventos vão me levar.
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