CONTE COMO FOI SEU INÍCIO
Nome: Felipe Marcolin
Apelido: Felipe
Salta desde: 21/11/2023
Quantidade de saltos: 25
Área preferida: DZ47
Integra: Seu primeiro salto foi duplo? Conte sobre (por que, como, onde, quando):
Felipe: Sim, desde adolescente sempre tive bastante vontade de fazer um salto duplo. Estava na lista de coisas que eu queria fazer pelo menos uma vez, mas fui adiando. Quando vim morar em Floripa, fiquei sabendo da DZ47. Finalmente, em agosto de 2023, recebi um dinheiro que estava esperando e só avisei minha namorada que, no final de semana, iríamos saltar de um avião hahahah. E foi assim: no final de semana, fizemos o salto duplo, conseguimos subir na mesma decolagem e foi incrível. Lembro que ficamos em um êxtase gigantesco, relembrando o que sentimos em cada momento do salto. Ficamos dias e dias falando sobre o salto por horas e contando para todo mundo sobre como é uma experiência que todos deveriam ter.
Integra: Como você soube que queria ser paraquedista?
Felipe: Com certeza no dia do meu salto duplo, mas não somente pelo salto em si. Lembro que, quando fui na DZ, eu ficava olhando os atletas e achava incrível. Todo mundo na mesma vibe, feliz e, principalmente, apaixonado pelo esporte. Acho que não tem um paraquedista que não brilhe os olhos quando vai falar sobre o esporte e achei isso muito massa. Além de saltar, queria fazer parte daquela comunidade.
Integra: Onde foi seu curso de primeiro salto? Como você foi parar lá?
Felipe: Foi na DZ47 também! Depois do salto duplo, a única dúvida minha e da minha namorada era como íamos conseguir guardar dinheiro para fazer o curso hahaha. Três meses depois já estávamos lá fazendo o curso AFF.
Integra: Quem foram seus instrutores?
Felipe: Tive apenas instrutores incríveis na DZ. Dudu Cerattti, Luiz Tampa, Robson Paduan e Dani Bottacini foram meus instrutores do curso prático. O curso teórico eu fiz com o Silvestre.
Integra: Como foi o seu curso?
Felipe: Foi mais demorado do que eu gostaria devido a condições climáticas e ao fato de podermos saltar somente nos finais de semana. Mas foi muito bom. É incrível ver a evolução de um salto para o outro, como vamos ficando mais calmos e pensando melhor durante a queda livre. O sétimo e último salto foi um dos que mais curti até agora. Me formei com o Robson Paduan, o Zuza. Outra coisa muito legal foi que também subi na mesma decolagem da Vitória, minha namorada que iniciou comigo. Conseguimos nos formar no mesmo salto, embora ela tenha pousado antes. Ela foi aluna 99 e eu fui aluno número 100 da DZ47.
Integra: Qual você acha que foi a sua maior dificuldade no início?
Felipe: A maior dificuldade do paraquedismo é ter dinheiro para praticar, hahah. Mas meu maior problema no início com certeza era o nervosismo na subida do avião. Passava o tempo inteiro pensando no pior, o que eu estava fazendo lá e por que estava fazendo isso hahaha. Mas nunca deixei vencer. Quando a porta abria, eu só pensava que já tinha chegado até lá, agora era só sair. Com o tempo fui ficando mais tranquilo e esses pensamentos foram diminuindo por entender mais sobre o esporte e o equipamento, e também por ir me habituando mais com a situação.
Integra: E como foi a sua progressão até ser atleta? Treinou com alguém?
Felipe: Já saltei com todos os instrutores e coaches BBF da DZ47, um melhor que o outro. Recentemente, também tive a oportunidade de fazer túnel com a Mônica Izac. Foi incrível; o túnel é muito mais difícil do que parece, mas a Mônica ensina muito bem.
Integra: Hoje, onde você salta mais? E qual modalidade você mais gosta de voar?
Felipe: DZ47 com certeza, sempre vai ser minha casa hahah. A modalidade que mais gosto de voar é barriga, pois é a única que eu sei alguma coisa hahaha. Mas com certeza meu maior objetivo no esporte hoje é pegar a cat B para poder fazer o primeiro salto junto com a Vitória. Estamos progredindo ao mesmo tempo. Pensando no futuro, não sei ainda qual modalidade do skydive irei escolher, mas tenho bastante vontade de praticar base jump.
Integra: Deixe uma dica para um iniciante no esporte!
Felipe: Apesar de ser completamente iniciante no esporte, o que pude perceber é que a evolução é lenta e vem com o tempo. Então, acho que o mais importante é curtir o processo. Vejo muita gente se cobrando muito por não ter ido muito bem em um salto, mas é sempre bom lembrar que estamos saltando de um avião. Não importa se formos bem ou não, isso sempre vai ser incrível!
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