Integra Paraquedismo

Sexta-feira, 26 de Junho de 2026
Entre o Céu e a Terra: A Vida de Rodrigo Henrique Barrotte, Piloto de Balão

Brasil e Mundo

Entre o Céu e a Terra: A Vida de Rodrigo Henrique Barrotte, Piloto de Balão

Conheça a história inspiradora de um empreendedor que transformou sua paixão em profissão

IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Nome: Rodrigo Henrique Barrotte

Profissão: Empreendedor e Piloto de balão

Tempo de piloto: 14 anos

Quantidade de voos: 1.100 hrs de voo

 

Integra: Como você virou piloto de balão?

Rodrigo: Minha paixão por balões veio desde muito pequeno quando via meu Avô fazer balões juninos. O tempo passou e em 2004 tive a oportunidade de conhecer o Balonismo em um evento na cidade de Rio Claro. Desde então, mesmo muito distante de minhas condições financeiras coloquei em minha cabeça que um dia eu seria um piloto de balão. E a palavra tem poder, pois assim fui conhecendo mais sobre o esporte, conhecendo os pilotos através dos campeonatos e consegui aos poucos ir entrando no balonismo como Equipe (crew). E com muita coragem e certo que conseguiria, larguei meu emprego na engenharia industrial de uma multinacional para seguir meu sonho. Me formei no final de 2010 e foram longos 4 anos tentando trabalhar como piloto porém não obtinha oportunidades e as que conseguia era apenas free lance. Foi assim que descobri que nesse meio mágico dos balões existe muita ganância e atletas que não ficam felizes em saber que esta chegando mais gente, porém também existe a parte em que pessoas de grande coração vibram com a conquista dos amigos de profissão e fazem o possível para ajudar quem está iniciando. Em 2014 minha primeira oportunidade de trabalhar como piloto e aí dou minhas caras pela primeira vez em Boituva e após roer muitos ossos comecei aos poucos encontrar uma carninha. Tive a oportunidade de Voar em diversos países como EUA (Albuquerque Balloon Fiesta) o maior evento de balonismo do mundo, México (Festival International Del Globo), entre os maiores do mundo também. Após isso morei nos EUA por 6 meses onde voava de balão na maior empresa de balonismo do mundo a Raimbow Raider’s e retornei muito mais experiente profissionalmente e pessoalmente. Em 2017 fundei a Céu Azul Balonismo junto com minha sócia e tenho muito orgulho em poder estar onde estou hoje, estamos consolidados no mercado, lindas aeronaves, parcerias com grandes profissionais e Equipe e Pilotos extremamente gabaritados para atender nossos passageiros.

Integra: E qual a melhor parte da sua profissão?

Rodrigo: A melhor parte da minha profissão é voar, ser apontado por um dedo ingênuo e curioso de uma criança, receber o aceno de um desconhecido com um olhar apaixonado por nosso pássaro, aproximar com extrema precisão,  pousar sem que o passageiro sinta algo além de o prazer de estar ali, receber um aperto de mão no desembarque ao ter realizado o sonho de alguém.

Integra: Como foi a primeira experiência lançando paraquedistas?

Rodrigo: Minha primeira experiência foi na cidade de Piracicaba onde um piloto amigo meu fechou um grupo de atletas, porém não tinha muita experiência e me chamou achando que eu tinha kkkk mas não tinha porra nenhuma, nunca havia feito um salto antes mas tinha a vontade de aprender e viver aquela experiência, aceitei e comecei a assistir vídeos, ler artigos, perguntar para pilotos que já faziam esta modalidade e fui, para minha surpresa foi incrível e fui picado pelo mosquito da altitude e agora não consigo mais voar baixo.

Integra: Por que decidiu trabalhar com esse mercado de paraquedistas?

Rodrigo: Sinceramente o nicho de PQD’s não estava em meu radar, fiz este primeiro lançamento para ajudar um amigo e depois acabei não continuando de imediato, porém começou a surgir demanda devido a este primeiro lançamento pois os atletas começaram a me indicar e quando eu vi a Céu Azul já estava virando referência em saltos de atletas do balão.

Integra: Como começou a entrar nesse ramo de salto de balão diferenciados?

Rodrigo: As benditas lenhas kkk, comecei a realizar alguns saltos diferenciados após já ter uma certa experiência em saltos normais galerinha bonitinha saindo de dentro da cestinha e tal, mas aí comecei a conhecer mais sobre o pqd e mais atletas também que começaram a me perguntar “Digão você conseguiria fazer um pêndulo no balão?” “Digão você consegue fazer uma plataforma externa no balão?” e fui sendo levado pelas amizades que minha mãe falava para eu não ter kkkkk (Jeito carinhoso e brincalhão que chamo a galera da lenha). E descobri nesse nicho algo que me faz sentir vivo, deixa minha vida e das pessoas mais interessantes e agora é lenha atrás de lenha.

Integra: Quais as dores de cabeças que os paraquedistas geralmente te dão?

Rodrigo: Puts! Será que conto mesmo? As principais dores de cabeça é com pontualidade nos check-in e sempre questionar a altitude. Quem voa comigo sabe que amo ir além, porém tudo sempre dentro de uma condição segura.

Integra: Conte um lançamento de paraquedistas que você achou o mais legal.

Rodrigo: Difícil escolher 1 pois todos sinceramente eu acho incríveis, mas arrisco dizer que o mais legal e ao mesmo tempo mais tenso foi a ação inédita que realizamos no Crazy Boogie onde minha missão era amarrar 4 balões com uma rede entre eles e um ralo no meio onde os atletas sairiam para o jump. Resultado ficou inacreditável.

Integra: Pode compartilhar um susto que passou na sua carreira de balonista?

Rodrigo: Foram tantas emoções já. Mas acho que o grande susto aconteceu em Albuquerque acredito que em 2014 onde ao pousar o balão (Special Shape) no último dia de evento já com os tanques de gás praticamente zerados os passageiros não respeitaram minha ordem de permanecerem no cesto e desceram os 4 de uma só vez. E eu decolei novamente apenas com o ar quente que já estava dentro do balão e comecei ir sentido a cidade. Após minutos de tensão consegui pousar o balão no meio de uma rua em um bairro residencial. No Brasil não teria conseguido, pois lá os fios são subterrâneos então não havia postes de redes elétricas como os nossos aqui.

Integra: Deixe uma dica para quem quer começar no balonismo.

Rodrigo: É teu sonho? Então vem, pois aqui você encontrará um mundo colorido e mágico.

Gostaria de encerrar esta entrevista com a frase de um respeitado aviador:

‘’Os pilotos são uma classe a parte de humanos, e eu sou obrigado a concordar, porque nós, nós temos o dom de Voar." - Ronaldo Borges.

Comentários:

/Dê sua opinião

Qual o seu nível de satisfação em relação ao serviço público prestado?

Nossas notícias no celular

Receba as notícias do Integra Paraquedismo no seu app favorito de mensagens.

Telegram
Whatsapp
Entrar

Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )