Nome: Ricardo Pereira dos Santos
Apelido: RP
Quantidade de saltos: +10.000
Área de salto: Skydive Resende (O meu primeiro salto foi lá).
Integra: Como você começou no paraquedismo?
Ricardo: Comecei na Brigada Paraquedista (EB).
Integra: Como foi o seu ingresso na modalidade de TR?
Ricardo: Em 1992 fui matriculado no TESLOP (Treinamento Específico de Salto Livre Operacional) conclui o Curso sendo um dos destaques, por isso fui convidado para fazer testes na Equipe de Salto Livre do Exército (Os Cometas), ao ser admitido na Equipe fui apresentado a modalidade.
Integra: Atualmente, tem time formado? Qual? Quem são os outros membros?
Ricardo: Sim! O XBR Skydiving!
Jorge Neto (OC)
Hugo Pacheco (Point)
Isabella Castro (Tail)
Ela está sendo substituída, se afastou do Time por estar grávida.
*Seguimos a procura de um novo Testamento.
Integra: Você participou de campeonatos? Quais? Qual categoria?
Ricardo: Minha primeira competição foi em 1996 de lá para cá não fiquei um ano se quer sem competir, são muitas competições ao longo da minha trajetória, todos muito importantes para mim. Com tudo meu maior orgulho e honra são as minhas 20 participações em Campeonatos Mundiais de Paraquedismo, entre eventos Militares e Civis e Indoor, na maioria deles na Categoria Pro.
Integra: O que te encanta nessa modalidade?
Ricardo: O que mais me encanta na modalidade é o trabalho em equipe.
Integra: Quais os maiores desafios de um atleta de TR no paraquedismo?
Ricardo: Acredito que o maior desafio é conseguir uma longevidade no Line-up. O 4way é uma modalidade muito difícil, de evolução lenta, muito técnico que demanda um sincronismo e entrosamento absurdo do Time e isso demanda tempo… E realmente é um grande desafio manter quatro pessoas motivadas, com os mesmos objetivos, mantendo uma relação saudável entre os quatro por muito tempo.
Integra: O que você acha do nível de voo dos brasileiros em comparação ao nível dos atletas de outros países?
Ricardo: Infelizmente o esporte para a nossa realidade ainda é muito caro, por isso se treina pouco, por consequência não se tem um alto nível técnico.
Na verdade temos um número pequeno de praticantes e um número ainda menor de atletas de alto nível…
O material humano é muito bom, o problema realmente é o alto custo.
Integra: Quais os seus planos para o futuro?
Ricardo: O Futuro a Deus pertence… kkk
Sou um atleta veterano, que não tenho mais muito tempo para competir e alto nível, porém transmitir os meus conhecimentos em alto nível por mais 10 ou 15 anos, acredito ser bem possível!
Integra: Deixe uma dica para quem quer iniciar no TR.
Ricardo: As dicas para os novos atletas são:
- Escolha muito bem um profissional para te orientar.
- Lembre-se Skydive é meio de vida e não meio de morte…
Pratique o esporte com responsabilidade!
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