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Quarta-feira, 12 de Agosto de 2026
Do Sonho ao Céu: A Inspiração e Conquista de Patricia Porto no Paraquedismo

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Do Sonho ao Céu: A Inspiração e Conquista de Patricia Porto no Paraquedismo

Dos primeiros saltos em Goiânia à paixão pelos céus de Boituva, Patricia Porto transforma um sonho de infância em uma carreira de sucesso.

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Nome: Patricia Porto de Andrade

Apelido: Pati / Pati Porto / Patipa/ Patita

Salta desde: 08 de fevereiro de 1998

Quantidade de saltos: não faço a menor ideia. Acho que algo entre 5 e 10 mil 

Área preferida: não tenho, gosto das áreas que tem meus amigos. 

Integra: Seu primeiro salto foi duplo? Conte sobre (por que, como, onde, quando)

Patricia: Não, eu fiz o curso ASL em Goiânia.

Integra: Como você soube que queria ser paraquedista?

 Patricia:  Eu era pequena, devia ter uns 5 ou 6 anos, vi na televisão uma imagem de um salto de paraquedas, acho até que era um salto militar, só lembro de naquele momento pensar: um dia vou fazer isso.

Integra: Onde foi seu curso de primeiro salto? Como você foi parar lá? Quem foram seus instrutores?

Como foi o seu curso? 

Patricia:  Como disse, eu fiz o meu curso ASL em Goiânia, na área do Eurípedes, e quem me lançou no primeiro salto foi o filho dele, Gabriel. Eu tinha 15 anos e, como eu havia passado para uma escola técnica federal no Rio, meu pai me deu o curso, meio que achando que eu não iria saltar. Acredito que parte dele se arrependa até hoje, hehehe. Fui para Goiânia porque o primo do meu pai começou a saltar lá e chegou todo feliz no Rio, contando sobre a experiência. A lógica era que se ele tinha sobrevivido lá, aquela deveria ser uma boa escola.

Integra: Qual você acha que foi a sua maior dificuldade no início? 

Patricia:  Eu comecei muito nova no paraquedismo, e minha família não é do meio. Acho que, além da dificuldade financeira, existia uma cobrança minha e da minha família de que o paraquedismo seria apenas um hobby, então tentei algumas faculdades, tentei seguir uma vida acadêmica, mas a verdade é que nada me causava emoção. Então, em 2007, decidi ir para os EUA e tentar trabalhar com paraquedismo. Trabalhei primeiro na recepção e manifesto de uma área de saltos duplos de um amigo meu e, depois, passei a ser dobradora.

Integra: E como foi a sua progressão até ser atleta? Treinou com alguém? 

Patricia: Fiz os 5 primeiros saltos em Goiânia, mas voltei para o Rio porque, afinal, eu morava lá. Quando cheguei no Rio, achei a escola Barra Jumping nas páginas amarelas, e em um fim de semana chuvoso, passei lá e continuei meu curso com os instrutores Édson e Maria Alice. Eu terminei o meu curso com eles e continuei um treinamento de FQL com os mesmos, o que me permitiu participar do meu primeiro recorde feminino em 1999 e depois formar o time “Trem Carioca”, composto por mim, Marcelo Antunes, André Degão e a mineira Luciana Cateb.

Integra: Hoje, onde você salta mais? E qual modalidade você mais gosta de voar? 

Patricia: Hoje, eu salto mais em Boituva. Trabalho e continuo apaixonada por fazer tandem, curto muito FQL, Big Way de barriga e lembro que amo fazer precisão. Gostaria muito de aprender mais Freefly para poder  poder voar mais com os meus amigos e também por dar uma consciência corporal e de voo muito grande.

Integra: Deixe uma dica para um iniciante no esporte! 

Patricia: Tente aproveitar tudo o que esse esporte pode lhe proporcionar, mas seja humilde, você sempre terá o que aprender, e a prática do paraquedismo não te torna melhor que ninguém. Tente não se machucar, não morrer e não matar ninguém. Pés no chão e olhos nas estrelas!

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