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Sexta-feira, 26 de Junho de 2026
Desafiando a Gravidade: A Jornada de Diogo Mariano no Túnel de Vento

Brasil e Mundo

Desafiando a Gravidade: A Jornada de Diogo Mariano no Túnel de Vento

Descubra como o túnel de vento mudou a vida deste competidor e suas perspectivas no esporte

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Nome: Diogo

Apelido: Mariano

Idade: 29 anos

Quantidade de saltos: 60 saltos

Área que salta: CNP

Túnel que voa: iFLY São Paulo

Tempo de voo em túnel: Cerca de 100 horas de treino pessoal e outras incontáveis centenas de horas entre coach, segurança, etc.

 

Air games

Data: 16.03.24

Local: iFLY São Paulo

Modalidade: D2W

Colocação: 2° lugar

 

Integra: Como você decidiu começar a voar túnel? Quando foi?

Diogo: Em 2017, após reprovar o nível 3 do AFF fui orientado a procurar túnel, assim que voei foi paixão à primeiro voo haha, troquei de carreira e cidade por conta disso. Enxerguei no túnel a oportunidade de aprender a voar o freefly com consistência, que era uma das minhas metas.

Integra: Como foi o campeonato para você?

Diogo: Foi muito bom encontrar e voar com amigos, poder me divertir e testar meu voo sob um regulamento.  A competição em si, na minha concepção, é muito importante para fomentar o esporte, a nível nacional.

Integra: Por que escolheu essa modalidade?

Diogo: Escolhi competir na Dynamic 2Way porque, pra mim, achei a mais desafiadora de voar. Pois, além de serem rotinas complexas, misturando headup e headown, sendo executadas na maior velocidade possível e em dupla, eu nunca tive contato. Foi meu primeiro aprendizado sobre speedround e suas linhas.

Integra: Quais os desafios para quem quer ser competidor de túnel?

Diogo: Os principais desafios têm haver com a constância de treinamento, dentro e fora do túnel. Muitas horas investidas pra alcançar o resultado no voo.

Integra: Cite um atleta que você admira no esporte. Por quê?

Diogo: Vou citar dois atletas. Um deles foi minha dupla na competição. Na primeira vez que conheci um túnel de vento, lembro que fiquei maluco quando vi esse cara voando e pensei "um dia quero voar assim". Quando ele me chamou para competir foi como uma realização pessoal. O ninja Toshimi já me ensinou muito e continua me ensinando, mas sempre com muita resenha hahahahah. E o outro é o Cotô, admiro a forma de enxergar o esporte e a evolução no skydive. Esses caras são referências pra mim.

Integra: O que as competições representam para você?

Diogo: A oportunidade dos atletas enxergarem e buscarem novos níveis de voo.

Integra: Conte um evento de túnel que te emociona.

Diogo: São vários. Um aluno, Sr. Rubem, que usava o túnel pra se manter saudável, fez seu aniversário de 80 anos voando comigo e disse ter realizado um sonho. Ter ajudado pessoas com pavor de altura, que nunca tiveram a chance de encarar isso de uma forma simples. Inúmeras crianças extasiadas com a experiência, inclusive do espectro autista. E também me emociona a cada aluno que acerta algo que estava sendo um desafio, e após a "virada de chave", que todos que voam conhecem, abrem aquele sorrisão de quem, não só acertou uma manobra, mas transformou a própria cabeça. Eu sinto como se eu estivesse acertando junto hahah

Integra: Deixe uma dica para os iniciantes do esporte.

Diogo: Respira! Não adianta "correr" ou pular etapas, o voo corporal exige o passo a passo para que se entenda como fluir com o vento, não adianta ir na força, precisa compreender cada parte do corpo pra estruturar um voo sólido. E esse caminho que parece lento, acaba acelerando a evolução.

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