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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2026
De Professor Universitário a Paraquedista Profissional: A Jornada Inspiradora de Michel Dacar

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De Professor Universitário a Paraquedista Profissional: A Jornada Inspiradora de Michel Dacar

De Professor Universitário a Camera Flyer Profissional: A Inspiração, Desafios e Conquistas de Uma Carreira Dedicada ao Voo Humano.

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Nome: Michel Dacar

Apelido: Kiwi

Salto desde: outubro de 2015

Numero total de saltos: 2.090

Área preferida: Free Fly e Camera Flyer

Integra: Seu primeiro salto foi duplo? Conte sobre (por que, como, onde, quando)

Michel:  Meu primeiro salto duplo ocorreu em junho de 2015, após uma reunião com um grupo de amigos, professores da universidade onde eu também era docente na época. Foi durante um café, entre uma aula e outra, que eu e mais quatro professores decidimos experimentar, pela primeira vez, a sensação de voar. Como se tratava de uma atividade de risco, escolhemos uma escola bem conceituada para nos lançarmos de uma aeronave em perfeitas condições de voo, rsrsrs. Então, em um belo sábado, saímos todos de São Paulo rumo a Boituva e fomos direto para a Escola Vida Azul (extinta atualmente), comandada pelo instrutor Kalay.

Todos estávamos apreensivos e relutantes antes do salto, mas ninguém “desistiu”. O medo na porta era terrível, mas após entrar em queda livre, fui picado pelo “bichinho” do paraquedismo. Foi nesse breve momento que tive a certeza de que era isso que eu queria fazer da minha vida, para sempre. Decidi então largar a carreira acadêmica, que já durava 19 anos, para me dedicar exclusivamente à prática dessa modalidade, com o objetivo de me tornar um profissional da área. Decidi que dali para frente meu quadro negro seria AZUL.

Como havia sofrido um grave acidente de motocross pouco tempo antes do salto duplo, tive que esperar dois meses para que pudesse me inscrever no curso AFF e me tornar um paraquedista. Nesse ínterim, tive a oportunidade de conhecer uma lenda da modalidade, a famosa Juliana Sé, ou para os mais chegados, Ju Sé, detentora de vários títulos brasileiros e instrutora de capacidade ímpar. Para testar minha integridade e condição físicas após os procedimentos cirúrgicos, resolvemos voar em túnel de vento. Percebi que simplesmente voar não era tão fácil como pensava, mesmo tendo sido ginasta por metade da minha vida, e que esta atividade exigia muita coordenação motora e habilidade. No entanto, ao menos percebi que era capaz de suportar o arrasto gerado pelos ventos em alta velocidade sem grandes problemas.

Em outubro de 2015, me inscrevi no curso AFF na mesma escola em que havia realizado o salto duplo (Vida Azul), por recomendação da grande amiga Ju Sé. Para quem sempre teve medo de altura, se jogar intencionalmente de um avião em pleno voo não seria uma atividade fácil. Mas como diz o ditado, “quem tá na chuva, tem que se molhar”. Bora lá! Após um dia inteiro aprendendo sobre equipamentos, técnicas de voo e segurança na modalidade, estávamos prontos para iniciar a sequência de saltos.

Integra: Quem foram seus instrutores?

Michel:  Meus instrutores no curso AFF foram o Kalay e Pedro Hilu. Para ser sincero, não consigo me lembrar, em detalhes, de como foi meu salto nível 1, pois estava petrificado. O importante é que não deixei meu medo sobrepujar minha vontade de sentir a sensação de voar sozinho. Dos sete saltos (ou níveis), fui reprovado apenas no quarto salto, pois minha ansiedade bateu forte e não consegui realizar todos os exercícios propostos. Assim, refiz o salto, fui aprovado e segui em frente. Após três dias de um curso intensivo, eu já podia ser chamado de paraquedista. Alegria indescritível!

Após minha formatura, investi em muitos saltos “coach” para agilizar meu aprendizado e evitar vícios de postura. Meu principal técnico coach continuou sendo meu instrutor principal do curso AFF, o Kalay. Praticamente tudo que sei sobre voo humano foi transmitido, com grande maestria, por esse excelente profissional.

Integra: E como foi a sua progressão até ser atleta? Treinou com alguém?

Michel:  Durante minha progressão como atleta, pude me tornar piloto de wingsuit, técnico coach e instrutor tandem, mas minha maior paixão dentro do paraquedismo é atuar como “camera flyer” e assim poder registrar a emoção daqueles que buscam, através do paraquedismo, viver intensamente a vida.

Integra: Hoje, onde você salta mais? E qual modalidade você mais gosta de voar?

Michel:  Já atuei como profissional em várias escolas de paraquedismo, dentre elas a Vida Azul, GoFly, SkyVibe e FlyUp. Atualmente, a escola em que mais atuo é  SkyJump. Por ser camera flyer (cameraman), tenho que usar uma das técnicas que mais gosto de vôo, que é o Free Fly, pois preciso, a todo momento, mudar a posição de vôo do meu corpo afim de fazer os melhores registros de fotos e vídeos dos nossos passageiros. 

Integra: Deixe uma dica para um iniciante no esporte!

Michel:  Uma dica para quem pretende iniciar na modalidade é sempre buscar profissionais competentes, que facilitarão seu aprendizado e lhe darão dicas importantes sobre os fundamentos do voo humano e máxima segurança na modalidade. O MEDO é um elemento inerente, mas controlá-lo e respeitá-lo tornará o praticante de paraquedismo um ser humano mais evoluído e, com certeza, muito mais FELIZ.

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