Integra Paraquedismo

Terça-feira, 11 de Agosto de 2026
De Brincadeira à Realidade: A Jornada de Rodrigo

Brasil e Mundo

De Brincadeira à Realidade: A Jornada de Rodrigo "Digão" Ramalho no Paraquedismo

Como a paixão de infância por um boneco se transformou em 315 saltos e uma carreira de sucesso no Skydive Cerrado.

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CONTE COMO FOI SEU INÍCIO
Nome: Rodrigo Ramalho
Apelido: Digão
Salta desde: 2021
Quantidade de saltos: 315
Horas de túnel: 37
Área preferida: Skydive Cerrado

Integra: Seu primeiro salto foi duplo? Conte sobre (por que, como, onde, quando).

Digão: Nunca fiz. Mas fiz um ASL em 2013, um salto que comprei em uma promoção desses sites de compra coletiva. Paguei bem barato, e, com a experiência que tenho hoje, olho para esse salto e dou graças a Deus de estar vivo hahaha.

Integra: Como você soube que queria ser paraquedista?

Digão: Quando pequeno, ganhei um boneco do Comandos em Ação que era um soldado paraquedista. Sempre dizia que, quando crescesse, faria igual àquele boneco. Bom, confesso que desisti da carreira militar, mas virei paraquedista :-)

Integra: Onde foi seu curso de primeiro salto? Como você foi parar lá?

Digão: Um primo meu ganhou o AFF de presente, e, como sou um bom amigo, resolvi fazer o curso com ele (só estava esperando uma boa desculpa para começar), pois finalmente estava em uma época da minha vida com estabilidade financeira para ingressar no esporte e mantê-lo.

Esse meu primo não parou de saltar, mas casou, que é a mesma coisa kkkk, brincadeira a gente manda vários jumps maneiros juntos sempre que dá, abraço Thiaguera!

Integra: Quem foram seus instrutores?

Digão: Nathan Carvalho e João Roncato.

Integra: Como foi o seu curso?

Digão: O curso foi bem legal. Começamos com 30 minutos no túnel de vento na iFly em Brasília, e, depois do curso teórico, iniciei já no nível 3 do AFF. Mandei muito bem nos 30 minutos iniciais no túnel, e no céu foi melhor ainda [contém ironia], reprovei o nível 3 logo de cara haha. Mas, passado aquele rush do primeiro salto, os outros fluíram muito bem. Como aluno, se você puder escolher o instrutor para o seu salto, escolha aquele com quem você sente que tem uma energia boa, de preferência semelhante à sua. Vai por mim, isso faz toda a diferença!

Integra: Qual você acha que foi a sua maior dificuldade no início?

Digão: Foi lidar com a frustração do tempo. Logo depois de terminar o curso, achei que ia saltar muito e chegar logo à tão esperada categoria B. Mas, depois de ter que viajar 110 km para a DZ mais próxima de Brasília e ficar em espera por conta do mau tempo, acabava não saltando. Na época, a compra de equipamentos de paraquedismo também era uma grande limitação para quem mora no Brasil, mas hoje acho que isso melhorou bastante. E, claro, o paraquedismo é um esporte caro. Um bom planejamento financeiro ajuda bastante, mas se você não for herdeiro, a escolha entre ser bom ou rico é inevitável haha.

Integra: E como foi a sua progressão até se tornar atleta? Treinou com alguém?

Digão: Eu terminei o curso e comecei a saltar na Skydive Cerrado, mas achava que meus saltos estavam limitados. Voltei para o túnel e fiz um "boost" voando várias horas, aprendendo a voar todas as posições de maneira estática. Depois voltei para o céu e fiquei adaptando o que tinha aprendido no túnel. Achei essa estratégia interessante porque logo depois da Cat B eu já estava fazendo uns saltos bem divertidos, voando em diferentes posições, head up, head down, etc. No início também fiz os dois cursos da Flight-1 com o Roncato, o que me deu muita segurança para navegar e pousar bem.

Tive vários instrutores bons. Vou citar alguns correndo o risco de esquecer alguém: João Roncato, Paulinho Marques, Isaac Ribeiro, Murillo Rodrigues, Pedro Chacel, Matheus Oliveira e Daniel Silveira.

Integra: Hoje, onde você salta mais? E qual modalidade você mais gosta de voar?

Digão: Hoje eu salto mais na Skydive Cerrado e vou a Boituva esporadicamente. A modalidade que eu mais gosto de voar é o FreeFly! Acho que o FreeFly é a modalidade que mais envolve diferentes tipos de voo, e só depois de você ter aprendido minimamente as diferentes disciplinas é que você é "livre" para voar o que quiser. Do contrário, você está só voando o que sabe e não o que quer. Eu curto pra caramba a liberdade de poder colar em jumps diferentes!

Integra: Deixe uma dica para um iniciante no esporte!

Digão: Para todos que estão iniciando no esporte, recomendo que, depois do seu AFF, mantenha uma frequência de saltos, invista algumas horas no túnel de vento e realize cursos de pilotagem de velames. Com 10 horas de túnel, quando você alcançar a Cat B, já terá um bom domínio, conseguirá saltar com segurança e fazer uns jumps mais versáteis, trazendo mais diversão para a queda livre. E os cursos de navegação de velame vão te proporcionar mais conhecimento para fazer pousos seguros, porque o melhor salto é sempre o próximo!

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