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Sexta-feira, 26 de Junho de 2026
De Brasília aos Céus: A conquista de Sônia Araújo no Paraquedismo

Brasil e Mundo

De Brasília aos Céus: A conquista de Sônia Araújo no Paraquedismo

Superando desafios e quebrando barreiras, Sônia compartilha sua trajetória de mais de 1.500 saltos, recordes alcançados e dicas valiosas para iniciantes no esporte.

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CONTE COMO FOI SEU INÍCIO

Nome: Sônia Araújo
Salto desde: 2008
Saltos: 1.578
Área preferida: Onde sou bem recebida.

Integra: Seu primeiro salto foi duplo? Conte sobre (por que, como, onde, quando)


Sônia: Sou funcionária pública e, no ano de 2008, abriu-se um curso para quem quisesse ser paraquedista (ASL), mas eu só fiz a inscrição no 3º curso. Em pouco tempo, eu estava na sala de aula e, em poucos dias, indo para Boituva, pela qual fiquei fascinada; para mim, era tudo novidade.
No 1º salto do dia, Jeeeeeeeus, de repente me vi na porta do avião, meu pé colou. Demorei um pouquinho, mas, como a princípio foi um desafio, eu realmente resisti e me lancei ao nada. Me joguei... Oh, salto feio kkk, e assim foi também no 2º salto kkk.
No dia seguinte, no 3º salto, melhorei, saí melhorzinha kkk, pronto, daí começou minha trajetória.
Voltei a Brasília, não satisfeita, queria dar prosseguimento ao que tinha começado. Gostei e queria mais.

Integra: Qual você acha que foi a sua maior dificuldade no início?


Sônia: Com toda minha ignorância e analfabetismo no que se referia ao paraquedismo, e sem noção de como começar, tive muitas, mas muitas dificuldades. Mas, como meu lançador, que naquele momento era meu “Deus” e em quem eu confiava plenamente, pedi apoio para me ajudar a progredir e continuar sendo meu lançador. Enfrentei vários obstáculos da parte dele, mas então pedi algumas informações e orientações: onde teria área de salto, escolas, onde eu comprava altímetro, macacão... Respostas? “25 DE MARÇO. ESCOLA DE PARAQUEDISMO? CONTATOS? ONDE? O QUE PRECISO FAZER?” E mais perguntas.
E toda vez que eu perguntava, recebia respostas sem noção: “Para ser paraquedista, tem que saber falar inglês, não pode ser gorda”, e blá, blá, blá... Foi daí que procurei de fato uma pessoa que pudesse me fornecer respostas concretas e óbvias.

Integra: Hoje, onde você salta mais? E qual modalidade você mais gosta de voar?


Sônia: Conheci o Renato e a Verônica, que me estenderam as mãos até o meu 1º salto livre. Caramba, demorou muito!
Na área, conheci o Augusto Ribeiro, conhecido como Gugu (árbitro da CBPq), que me apoiou muito, mostrando os contatos, lojas, escolas, áreas de salto, enfim, me ensinou a pescar.
Algum tempo depois, me formei (AFF) no Rio de Janeiro, com o instrutor Jair, conhecido como Jajá. Voltei a Brasília feliz da vida.
Virei a página. Hoje, salto no Skydive do Cerrado, onde meu professor, durão, pega no meu pé sempre que vou à área, visando minha segurança, verificando meu equipamento o tempo todo, desde que me formei na categoria (A). Todo o meu equipamento foi montado pelo Hélio e pelo Beto: macacão, capacete, altímetro, curso de controle de velame, túnel e outros mais. Saí pronta para voar e crescer. Gratidão, meu querido Hélio Rubens, de coração.

Integra: E como foi a sua progressão até se tornar atleta? Treinou com alguém?


Sônia: Eu queria mais.
Fui para a cidade de Resende praticar Big Way, fiquei aproximadamente um ano treinando, mas ainda precisava de mais. O instrutor (LO) me apresentou à nossa musa Bia, que estava à frente do recorde feminino junto com a nossa inesquecível Ziara. Passei por todos os treinamentos.
Após o Record, o que fazer? Apareceu o LET'S GET BIG WAY, VIP SEQUENTIALS com o Molines, onde adquiri muito conhecimento. No término do LET'S, fui indicada para treinar com David, do CTR, um grande conhecedor de Big Way. Fiquei ansiosa, achando que não conseguiria corresponder às expectativas do CTR. Pois é, consegui. David, meu atual (LO), estendeu-me as mãos no mesmo dia do treino. Ele me corrigia o tempo todo (Caramba, estava me saturando kkkkk, pois ele achava que sabia tudo, foi aí que percebi que estava errada kkkkk).
Treinei por muito tempo e, até hoje, continuo sendo observada. Se acerto, ele briga. Se erro, ele briga. Caso contrário, ele procura algo para brigar, mas ele é meu PROOOFESSOOOOOR.
Com ele, adquiri grandes conhecimentos e convites para grandes eventos. Participei de vários recordes: feminino brasileiro, sul-americano, Centro-Oeste, Cearense, P3, P3/100 em Perris, tentativa de recorde 108 e outros.
Gratidão, David, por tudo. Dizer "muito obrigado" é pouco.

Integra:  Deixe uma dica para um iniciante no esporte!


Sônia: NÃO FOI SORTE, FOI FOCO, DETERMINAÇÃO E LUTA.
NO MEU DICIONÁRIO, EXISTEM APENAS ESTAS PALAVRAS: SIGA EM FRENTE, CRESÇA E JAMAIS DESISTA.

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