DAVID RODRIGUES É UM DOS PRINCIPAIS ROSTOS QUANDO PENSAMOS NO TRABALHO RELATIVO, SENDO UM DOS PRINCIPAIS INTEGRANTES DO CTR, DESDE SUA CRIAÇÃO EM 2000. O PORQUÊ DISSO ESTÁ CLARO; NÃO É PELOS QUASE NOVE MIL SALTOS QUE POSSUI, OU POR TER 26 ANOS DE EXPERIÊNCIA NO ESPORTE, É SIMPLESMENTE PORQUE ESSA É SUA MODALIDADE FAVORITA NO PARAQUEDISMO.
E ele transmite essa paixão pelas formações a cada salto, cada treino e cada pouso. Ele exala alegria, e isso é contagiante. Não é à toa que o CTR é um dos clubes mais respeitados do Brasil quando o assunto é trabalho relativo e o Optimum CTR carrega 18 títulos de campeão brasileiro de 4 way na bagagem.
A história do David também é longa: campeão de 8 way, recorde mundial de total break, recorde do texas (168 way), recorde da Califórnia (200 way), entre muitos outros. Ele organiza diversos eventos, tanto no Brasil quanto pelo mundo afora – Dubai, Portugal, etc.
Ele conversou com a Revista Integra sobre como preparar novos atletas para os saltos de Big Way, e para incluir um novo praticante em grandes formações, o primordial é a segurança.
Assim, é necessário no mínimo categoria B. Além disso, ele considera essencial o treinamento BBF completo. “Muitos atletas começam a fazer o treinamento BBF, aprendem a fazer os movimentos para frente e para trás, para cima e para baixo, mas não completam seu treinamento. Depois acabam sofrendo um pouco mais durante as tentativas de fazer saltos de Big Way. Então é importante que o atleta engaje em um treinamento completo.” Ele também recomenda treinamento em túnel de vento.
Os passos para um atleta participar então começam com um bom treinamento, para que a prática seja segura. Também é necessário que esteja próximo dos grupos que fazem Big Way, mantendo a frequência. “Não adianta fazer um salto de Big Way uma vez a cada seis meses que a performance desse atleta será baixa.”
"Uma dificuldade comum dos atletas nos saltos de Big Way é passar para baixo da formação. E quando isso acontece o caminho é o debriefing eficiente. Na maioria das vezes o atleta está treinado para voar grandes formações, mas não consegue executar o salto pois está preocupado. Fica nervoso ou tenso, e acaba não apresentando uma boa performance, não tem um julgamento bom de aproximação e parada”, completa o instrutor. A dica é que o coach identifique o que fez o atleta passar para baixo, o que levou ele a esse erro de julgamento, e tente ajudar – às vezes mudando a posição de saída, deixando ele mais perto da base.
Sobre a preparação para os saltos de Big Way, o treinamento físico é importante, além de boa alimentação e hidratação. Consumir muito álcool na véspera ou não se alimentar, resulta em baixa energia para executar os saltos. “É importante estar em boa forma física para a prática esportiva, afinal somos atletas”, conclui David Rodrigues.
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