Nome: Ana Luisa Sant’Anna
Apelido: Aninha
Idade: 38 anos
Quantidade de saltos: 300+
Área que salta: Me formei em Resende, saltava lá e na praia da Barra, mas como me mudei para São Paulo salto atualmente em Boituva.
Integra: Como você decidiu começar a saltar? Quando foi?
Aninha: Foi muito de repente.
Eu estava passando pelos piores momentos da minha vida e estava bem desanimada. Até que um dia estava trabalhando, fazendo a obra em um apto do lado do apto do Gustavo Areias (que até então eu não sabia quem era, e hoje é mais do que meu mestre, virou família)
Ele estava entrando em casa com um monte de equipamento de skydive na hora só perguntei… “você salta?” Aí ele me explicou tudo sobre salto duplo e fiquei super empolgada para saltar.
Mas a área de Resende estava fechada e não tinha data prevista para abrir…
No dia seguinte Areias me mandou uma mensagem falando que tinha uma vaga no helicóptero para fazer um tandem no por do sol na praia da Barra, aceitei na hora.
E foi a melhor coisa que fiz na minha vida...
Lembro de estar para fora do helicóptero subindo, vendo aquela vista maravilhosa e esquecendo de todos os meus problemas, estava completamente focada no momento presente.
Quando abriu o paraquedas fiquei emocionada e pensei comigo mesma… “pq eu não fiz isso antes !!” Me senti viva de novo!
Depois dali já sabia que ia querer fazer o curso assim que a área abrisse.
Integra: Como foi seu curso de formação para virar paraquedista?
Aninha: Assim que a DZ de Resende abriu depois do pico da pandemia, eu fui pra lá passar o “fds” e fazer o curso e conclui naquele mesmo final de semana, 17 Jan 2021.
Integra: Qual a sua modalidade favorita no esporte? Por quê?
Aninha: Freestyle. Eu acho simplesmente lindo e livre! É um ballet no ar!
Integra: Você acha que mulheres e homens têm as mesmas oportunidades no paraquedismo?
Aninha: Eu acho que sim, as oportunidades São as mesmas é só querer fazer.
Integra: Cite uma mulher que você admira no esporte. Por quê?
Aninha: Tiny Broadwick. Admiro muito mulheres pioneiras, que não se limitam, que vão além.
Integra: Quais são as dificuldades das mulheres no esporte?
Aninha: Acredito que cada modalidade terá uma dificuldade específica.
Mas em geral, a maior “dificuldade” da mulher nesse esporte seria o assédio e o preconceito.
Integra: Você já sofreu algum preconceito ou assédio no esporte?
Aninha: Sim, não só no skydive como em outros esportes também. Em vários momentos, temos que provar que Somos capazes, pois somos sempre vistas como “ sexo frágil”.
Integra: Conte um salto que fez com outras mulheres e que te emociona muito.
Aninha: Eu e mais 3 amigas (princesas lenhas) decidimos saltar juntas de balão e fizemos nossos próprios balanços e penduramos no balão formando um grande “chapéu mexicano”.
Foi emocionante porque além do sol nascendo e nós juntas naquele momento, as nuvens formaram um tapete embaixo deixando tudo mais mágico!
É muito bom quando você encontra mulheres que tem a mesma vibe, que incentivam umas as outras.
Integra: Deixe uma dica para os iniciantes do esporte.
Aninha: Acho que não sou capaz de dar dicas, pois sou iniciante, mas uma frase que eu sigo muito é “Celebre as pequenas vitórias”!
Não queira pular etapas, você vai chegar ao seu objetivo, tenha calma e aprecie o processo!
Queria dizer também que o skydive abriu um novo mundo pra mim, comecei a fazer novos esportes relacionados ao voo:
- Speedriding
- Speedfly
- Parapente
Além de conhecer amigos que viraram família e de conhecer o amor da minha vida ♡︎
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