Nome: Carolina Chacon
Apelido: Carolzinha ou Chaconzinha
Quantidade de saltos: 3.070
Salta desde: março de 2010
Modalidade preferida: barriga, especificamente bigway
Integra: Como foi a sua primeira experiência no esporte?
Carolina: Bom, minha primeira experiência no esporte foi com 8 anos de idade, no meu primeiro salto duplo, lembro perfeitamente do momento que pedi para os meus pais para saltar, pois meu pai, Alexandre Chacon, tinha uma escola de paraquedismo, a SkydiveThru, e eles tinham uma aluna, Regina, ela estava no último salto do curso AFF dela e fomos esperar ela no alvo, para comemorar a formatura dela. Por do sol e ela pousou tão feliz e comemorando que aquilo vibrou dentro de mim, então disse para meus pais que queria saltar e eles fizeram acontecer na mesma hora.
Integra: Como foi o início da prática desportiva para você? Teve dificuldades?
Carolina: Quando fiz o curso AFF eu tinha 15 anos e tive muito apoio dos meus pais e de amigos dos meus pais que me formaram, Pedro Ushizima (Pedro San) e Renato Acerbi (Gordinho) como meus instrutores AFF e o Aedo Soria (Gaúcho) nos meus rádios. As dificuldades que tive foram lidar com o medo, ansiedade e falta de confiança.
Integra: E quando decidiu virar mãe? Como foi o nascimento do seu filho?
Carolina: Bom, ser mãe com 20 anos não foi algo planejado, mas foi e vem sendo muito especial e a parte mais importante de toda minha vida. O nascimento da minha filha gerou uma oscilação enorme de emoções, doideira kkkkk. Amamenta-la pela primeira vez foi surreal, uma conexão inexplicável.
Integra: Na sua opinião, a maternidade interfere na prática esportiva?
Carolina: As prioridades mudam quando somos mãe, posso ter me lamentado no início por ter perdido algumas oportunidades no esporte, mas nada mais importante que estar presente e partilhar a vida com ela. Por isso hoje afirmo que não interfere em nada, aliás, me acrescenta.
Integra: O que podemos aprender no esporte, que levamos para a nossa vida em casa?
Carolina: Acho que os principais aprendizados são: amar fazer algo por si, pois mostra para minha filha o quanto isso é importante além de dar o exemplo de que ela deve fazer o mesmo por ela. Outro aprendizado é evitar comparações, pois cada um tem seu caminho, seu tempo e se a gente souber apreciar essa jornada de aprendizado e reconhecer nossa força, levaremos essa confiança e prazer em viver para quem está perto. Sem contar que ver tudo por um ângulo diferente nos possibilita estar abertos para o novo e nos liberta.
Integra: Muitas mulheres alegam sentir mais medo depois que tornaram-se mães, você se sente assim?
Carolina: Não me sinto com mais medo depois de ser mãe, sempre tive medo kkkkk só tenho uma responsabilidade além da minha própria vida agora, acredito só que é uma forma diferente de ver as coisas, mas não um medo maior.
Integra: Você sonha que seu filho(a) siga no esporte?
Carolina: Eu sonho que minha filha seja feliz e siga o caminho que ela quiser trilhar, quer tenha paraquedismo nele ou não.
Integra: Deixe um recado para as paraquedistas que iniciaram a jornada da maternidade.
Carolina: A maternidade é única para cada mãe, uma experiência diferente para cada uma, difícil dizer algo que vale para todas, só posso dizer algo baseado na minha experiência de vida, o que diria para mim mesma aos 20 anos: continue fazendo o que gosta, confie no processo e em si, aceite e agradeça por cada experiência vivida.
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