Nome: Luciana Gomes Jorge
Apelido: Lu Gomes
Idade: 39 anos
Quantidade de saltos: mais ou menos 2 mil
Área que salta: Boituva–SP, até o ano passado. Agora estou morando na França, e quando as áreas abrirem após o inverno será a área de Niort, França.
Integra: Como você decidiu começar a saltar?
Luciana: Saltar de paraquedas sempre foi um sonho de criança. Em dado momento, há mais de 10 anos, em que eu estava trabalhando muito em São Paulo, com uma rotina bem estressante, decidi que iria fazer alguma atividade ao ar livre nos finais de semana e fora de São Paulo. Fui então fazer o curso a AFF, como uma fuga da loucura de São Paulo e de realizar também meu sonho de infância.
Integra: Quando foi?
Luciana: Junho 2010.
Integra: Como foi seu curso de formação para virar paraquedista?
Luciana: Durante todo o meu curso sempre fui muito cobrada de dominar tudo que envolvia segurança no esporte. Isso me ajudou muito a ter mais confiança e poder enfrentar os medos e inseguranças comuns da prática do esporte, principalmente no início. Mesmo sendo saltos rigorosos, sempre foram leves e divertidos. Algo que levo até hoje em todos os saltos que faço!
Integra: Qual a sua modalidade favorita no esporte? Por quê?
Luciana: Freefly, pela liberdade de voar de diferentes maneiras, em diferentes posições.
Integra: Você acha que mulheres e homens tem as mesmas oportunidades no paraquedismo?
Luciana: Acredito que sim, as oportunidades são as mesmas. Anteriormente, com certeza, o esporte era “mais masculino”, digo: haviam menos mulheres que saltavam, mas atualmente vejo cada vez mais e mais mulheres no esporte. Os recordes femininos estão aumentando, cada vez surgem novas mulheres sendo “Load Organizers” nos eventos, etc. Acho que só uma questão de tempo mesmo para o paraquedismo estar dominado pelas mulheres! Rsrsrs
Integra: Cite uma mulher que você admira no esporte. Por quê?
Luciana: Juliana Sé, a grande precursora do Freefly no Brasil e no mundo!!! Tenho uma grande admiração por essa mulher que revolucionou o esporte. E vale dizer que foi quando haviam pouquíssimas mulheres no paraquedismo! Sou fã número um dela e não canso de dizer!
Integra: Quais são as dificuldades das mulheres no esporte?
Luciana: Mulheres no geral tendem a achar a parte da navegação e pouso menos divertida que a queda livre. Mas eu diria que as dificuldades são bem parecidas no esporte, independente do gênero.
Integra: Você já sofreu algum preconceito ou assédio no esporte?
Luciana: Não. No máximo uma brincadeira por ser do “sexo frágil”, mas nunca tive nenhum problema por ser uma mulher no esporte!
Integra: Conte um salto que fez com outras mulheres e que te emociona muito.
Luciana: Eu participei das tentativas do último Recorde Mundial Feminino de Head Down. Foram, com certeza, os saltos mais emocionantes da minha vida. Dividir o céu com 100 mulheres é algo inexplicável. Estava muito, muito, muito frio, no Arizona nos Estados Unidos e eu nunca tinha saltado numa formação tão grande, a adrenalina estava a mil. Foram milhares de novidades e uma troca gigantesca de conhecimento com mulheres paraquedistas do mundo inteiro. Sem contar que fizemos essa viagem entre amigas paraquedistas que representaram lindamente o Brasil: Gheovanna Nogueira, Marcela Prado, Natalia Horikawa e Sol Perini.
Integra: Deixe uma dica para os iniciantes do esporte:
Luciana: Divirtam-se durante a jornada! Aproveitem todos os momentos, cada fase no esporte tem sua descoberta e seu encantamento! Curta muito os amigos que virão junto da jornada! Treinem no túnel, participem dos eventos, experimentem um recorde, façam 2 way… Aproveitem e se dediquem sempre com muita segurança!
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