Nome: Luthyanne Filgueira
Apelido: Luthi
Quantidade de saltos: 28 saltos
Área de salto: Serra do Cipó e Bom Despacho
Modalidade favorita: sou barrigueiro kkkkk
Integra: Como você começou no paraquedismo?
Luthi: Em 2010 mudei para São Paulo e descobri que em Boituva ficava sediado o Centro Nacional de Paraquedismo, e quis viver a experiência de saltar de paraquedas, foi quando entrei em contato e marquei meu salto duplo.
O salto foi com dois grandes paraquedistas, Tavinho e Rubinho. Ahhhh, como pensei que seria apenas uma vez comprei o salto completo para ter todos registros possíveis daquele momento único, mal sabia eu que iria virar paraquedista um dia. Ao pousarmos, ainda em estado de euforia falei que queria fazer o curso e Tavinho até brincou, “uai mineiro, o mosquito do paraquedismo te picou?”
Lembro como se fosse hoje quando eu marquei o curso teórico falaram que eu teria que levar o atestado médico, foi quando comecei uma saga para conseguir, pois nenhum médico quando falava que era para prática do paraquedismo queria dar. Foi quando após muitas tentativas resolvi falar que era para fazer atividade física e me deram.
Após 8 saltos e reprovações tive que mudar de São Paulo e abandonar o esporte, foi quando em 2022 voltei a Boituva para realizar o curso novamente e estou até hoje.
Integra: Algum amigo de trouxe?
Luthi: Na época que resolvi realizar o salto duplo eu chamei um amigo do trabalho para saltar mas ele não topou, mas no dia do salto duplo foi comigo para assistir. E foi na cara, coragem e também curiosidade, pois nunca havia conversado na vida com um paraquedista. Por ser do interior de Minas achava que paraquedistas tinham somente na televisão kkkkkk.
Integra: Hoje, qual o seu salto favorito com os amigos?
Luthi: Como ainda sou barrigueiro, kkkkkkkk, estar no avião com amigos é sempre o melhor salto. Tenho dois grandes amigos que fiz no paraquedismo e tentamos conciliar pelo menos 1 vez por mês a viagem para área e já vamos resenhando, contado casos e trocando experiência no caminho até a chegada na área.
Integra: Conte uma história engraçada sobre um salto com os amigos. Você já viajou com os amigos para saltar?
Luthi: Como moro em Ipatinga/MG e as áreas mais próximas são Serra do Cipó e Bom Despacho, tenho que ir até Belo Horizonte e muitas vezes encontro com amigos em BH e viajamos para a área juntos.
Um fato engraçado que aconteceu foi com Dhiego @dhiego.castro, nós brifamos o salto e combinamos que ele ia sair do step câmera do cessna e eu sairia da porta. A porta abriu, ele saiu e quando fui pra porta e olhei pra fora do avião cadê o Dhiego, ele tinha sumido, ai saltei fiz meu salto e quando pousei perguntei o que ele tinha arrumado, ele falou que na hora que saiu e foi trocar a mão ele ficou com o peito exposto ao vento não conseguiu segurar e acabou caindo. Kkkkkkkkkk, bom que ficou registrado pela câmera dele kkkkkkkkk.
Integra: Conte um salto com os amigos que te deu medo. Deixe uma dica para quem está começando no esporte a fazer mais amigos.
Luthi: Nos primeiros saltos sempre da aquela adrena durante a subida né, mas teve uma das vezes na Serra do Cipó que durante a decolagem na hora que o avião estava saindo do chão ele deu uma sacudida e teve que abortar e voltar para o hangar. Na hora todo mundo deu aquela sacudida e ficamos em silêncio. Ao voltar para o hangar tentaram identificar o que tivesse causado aquilo, pneu, freio, ou outra coisa, e chegamos à conclusão que deve ter sido um redemoinho e voltamos novamente para a decolagem. Confesso que fiquei tenso durante toda subida, mas no fim deu tudo certo e fiz um saltão.
Sobre fazer amizades no esporte sugiro tentar frequentar mais a área, mesmo se for fazer um salto apenas, chega cedo e tenta ficar o dia trocando ideia com a galera, porque além de fazer amizades e estreitar relacionamento, você vai aprender muito ouvindo histórias e pegando dicas dos mais experientes.
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